A Região Metropolitana de São Luís poderá receber a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade. A previsão faz parte do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
Segundo o levantamento, a proposta prevê uma rede com 53 quilômetros de extensão, capaz de atender cerca de 880,7 mil passageiros por dia. Os investimentos estimados variam entre R$ 2,05 bilhões e R$ 5,4 bilhões.
O estudo aponta que a expansão do sistema poderá ser feita por meio da implantação de dois corredores exclusivos de ônibus e quatro corredores de BRT (Bus Rapid Transit) elétrico. Como alternativa, os projetos também poderão utilizar a tecnologia de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
De acordo com o levantamento, a implantação da rede poderá reduzir em 14% o tempo médio de deslocamento da população da Grande São Luís.
O estudo também estima que o novo sistema poderá evitar cerca de 602 vítimas de acidentes de trânsito por ano, contribuindo para aumentar a segurança viária.
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana reúne propostas para modernizar o transporte público nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país. Ao todo, foram mapeados 187 projetos, que somam mais de 3 mil quilômetros de sistemas de metrô, BRT, trens e VLT.
Além dos impactos na mobilidade, o levantamento destaca benefícios ambientais e econômicos. Os projetos têm potencial para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, diminuir os custos das viagens e reduzir o tempo gasto nos deslocamentos diários da população.
Segundo o BNDES e o Ministério das Cidades, o conjunto de projetos poderá evitar aproximadamente 27 mil vítimas de acidentes de trânsito por ano em todo o país e reduzir em cerca de 3 milhões de toneladas anuais a emissão de dióxido de carbono (CO₂).
O estudo também aponta potencial para gerar mais de 1 milhão de empregos e ampliar a demanda por ônibus elétricos e veículos sobre trilhos.
Elaborado entre 2024 e 2026, o levantamento busca subsidiar o planejamento de sistemas de transporte mais eficientes, integrados e sustentáveis para os próximos 30 anos nas principais regiões metropolitanas do Brasil.


