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Governo lança campanha nacional pelo fim da escala 6×1

Proposta prevê redução da jornada para 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem corte salarial; medida pode beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores

Fonte: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo federal lançou, neste domingo (3), uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1, sem redução de salário. A proposta busca garantir mais tempo para além do trabalho, incluindo convivência familiar, lazer, cultura e descanso.

Segundo estimativas do próprio governo, cerca de 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados. A medida também é apresentada como um estímulo à economia, alinhada a uma visão de desenvolvimento que combina produtividade, bem-estar e inclusão social.

A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo o limite de oito horas diárias. Com isso, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias consecutivos de descanso por semana, preferencialmente aos sábados e domingos.

A definição do novo modelo deverá ocorrer por meio de negociações coletivas entre empregadores e empregados, respeitando as particularidades de cada setor.

Campanha nacional

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha será veiculada em televisão, rádio, internet, jornais, cinema, além de ações na imprensa internacional.

De acordo com o governo, a iniciativa pretende conscientizar a sociedade sobre a importância do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. A proposta acompanha mudanças recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. Jornadas mais equilibradas, segundo o governo, podem reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade.

Tramitação no Congresso

O tema já está em debate no Congresso Nacional. No dia 14 de abril, o governo encaminhou um projeto de lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), propondo a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem corte salarial.

Além disso, uma comissão especial foi criada para analisar propostas de emenda à Constituição sobre o tema. O colegiado terá até 40 sessões para apresentar um parecer.

Entre as propostas em análise, estão alternativas que preveem jornadas ainda menores, como 36 horas semanais. Caso avancem, os textos ainda precisarão ser votados no plenário da Câmara.

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