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Gasolina E32 pode aumentar riscos para veículos antigos, aponta especialista

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, que passa dos atuais 30% para 32%. A medida, conhecida como gasolina E32, foi aprovada durante reunião realizada na terça-feira (14).

A mudança faz parte da estratégia do governo federal para reduzir a importação de derivados de petróleo. A expectativa é diminuir o preço do litro da gasolina em até três centavos. Em março, o governo também anunciou a intenção de elevar a mistura para 35% até 2029.

Uma reportagem exibida pela TV Difusora mostrou que a nova composição tem gerado preocupação entre mecânicos e especialistas, principalmente em relação aos veículos mais antigos e importados.

Em uma oficina mecânica de São Luís, a administradora Joselena Franco afirma que já observa problemas relacionados ao uso de combustíveis com maior concentração de etanol.

Segundo ela, veículos de fabricação mais antiga podem apresentar desgaste acelerado em componentes de borracha, como mangueiras e vedações. Em casos mais graves, os danos podem comprometer o funcionamento do motor.

Especialistas explicam que o etanol absorve mais umidade e pode acelerar a corrosão de peças em automóveis que não foram projetados para operar com maiores concentrações do combustível. O risco é considerado maior para veículos que não possuem tecnologia flex.

O economista Geraldo Carvalho avalia que a economia prevista no preço da gasolina pode não compensar os possíveis custos com manutenção.

Segundo ele, muitos veículos antigos não possuem a taxa de compressão adequada para suportar uma quantidade maior de etanol na gasolina, o que pode aumentar o risco de problemas mecânicos.

A mudança será aplicada inicialmente por 180 dias, prazo que poderá ser prorrogado por mais 180 dias.

Esta não é a primeira alteração na composição do combustível. Em junho de 2025, a mistura obrigatória de etanol na gasolina já havia sido elevada de 27,5% para 30%.

Entre os motoristas, a expectativa de redução no preço do combustível também é vista com cautela. Muitos afirmam que o aumento da quantidade de etanol pode reduzir o rendimento dos veículos, fazendo com que o consumo de combustível aumente.

Enquanto a nova mistura começa a ser adotada, especialistas orientam que proprietários de veículos mais antigos fiquem atentos às recomendações dos fabricantes e realizem a manutenção preventiva para evitar possíveis danos ao sistema de alimentação e ao motor.

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