O jogo Lunar Axe, desenvolvido pela produtora ludovicense OPS Game Studio, conquistou o primeiro lugar na 3ª edição do concurso Brasil Tá Pra Game. O resultado foi anunciado durante a Gamescom Cologne 2026, realizada no centro de exposições Koelnmesse, em Colônia, na Alemanha considerada a maior feira do setor na Europa.
A iniciativa, promovida pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) em parceria com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games (Abragames), busca projetar destinos turísticos e o patrimônio cultural brasileiro no exterior por meio de jogos eletrônicos. Única representante das regiões Norte e Nordeste entre os finalistas, a produtora maranhense garantiu o prêmio principal de R$ 70 mil.
São Luís como cenário
O título premiado é um jogo de aventura e mistério no estilo point-and-click e quebra-cabeças, com arte 2D desenhada à mão e trilha sonora original. A narrativa explora mais de 35 ambientes inspirados no Centro Histórico de São Luís, utilizando estudos de locações reais e a arquitetura colonial da capital maranhense para integrar lendas do folclore local à mecânica do jogo.
“É uma grande felicidade para nós estar no maior evento de jogos do mundo pela primeira vez, sendo o primeiro estúdio a representar nosso estado”, celebrou Kassio Sousa, diretor executivo da OPS Game Studio. “Sempre acreditamos que podemos contar histórias e alcançar o mundo inteiro estando no Maranhão. Receber este prêmio da Embratur é um grande reconhecimento por anos de trabalho.”
Novos projetos
De acordo com o diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, o setor de jogos tem papel estratégico para o turismo e para a economia criativa, operando como uma indústria globalizada na qual 55% da receita dos estúdios nacionais provém do mercado externo.
Após o reconhecimento internacional de Lunar Axe, a OPS Game Studio já trabalha no desenvolvimento do seu próximo título, intitulado Desert Mirage. A nova produção será uma aventura em terceira pessoa ambientada na região dos Lençóis Maranhenses, mantendo a proposta de exportar cenários e identidades culturais do estado para o mercado global.





