O foguete suborbital SEBIT, desenvolvido pela empresa sul-coreana InnoSpace, teve o primeiro voo de teste interrompido na tarde desta quarta-feira (19), no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O lançamento ocorreu por volta das 16h30, no horário de Brasília.
De acordo com a InnoSpace, o foguete deixou a plataforma de lançamento normalmente. Durante o voo, porém, foram identificados movimentos diferentes da trajetória prevista. Diante do desvio, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS), mecanismo utilizado para interromper o voo quando há risco à segurança.
Segundo a empresa, os destroços do foguete caíram em uma área marítima previamente delimitada e restrita, sem registro de feridos ou danos às estruturas terrestres do Centro de Lançamento de Alcântara.
Apesar da interrupção antes do fim previsto, o teste permitiu à empresa coletar informações sobre diferentes sistemas do foguete. Entre os dados obtidos estão informações relacionadas à propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento.
A InnoSpace informou que ainda está analisando os dados para determinar com precisão a altitude alcançada, a distância percorrida e o tempo de voo. As causas que levaram ao desvio da trajetória também serão investigadas.
Após a conclusão da análise, a empresa pretende implementar as correções necessárias e realizar novos testes para avaliar o desempenho e a estabilidade do SEBIT.
Próximos testes
O lançamento fazia parte do programa de desenvolvimento do foguete e tinha como objetivo avaliar seu funcionamento e reunir dados para futuras operações suborbitais.
A InnoSpace informou que mantém os preparativos para uma nova tentativa de lançamento, prevista para novembro.
O SEBIT é um foguete suborbital de estágio único equipado com um motor híbrido de três toneladas. Diferentemente dos foguetes utilizados para colocar satélites em órbita, o veículo foi projetado para transportar cargas úteis a altitudes inferiores a 100 quilômetros.
A proposta é utilizar o foguete em testes tecnológicos, pesquisas científicas e experimentos em ambientes de alta altitude e microgravidade, com aplicações que podem envolver setores como espaço, defesa, biologia, medicina e desenvolvimento de novos materiais.






