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FMI reduz projeção de crescimento do Brasil para 2026

Corte está ligado aos efeitos dos juros elevados, enquanto a economia mundial segue impulsionada por investimentos em tecnologia e inteligência artificial.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, ao mesmo tempo em que revisou para cima as estimativas para a economia global. A avaliação consta na atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgada nesta segunda-feira (19).

De acordo com o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,6% em 2026, queda de 0,3 ponto percentual em relação à projeção anterior, que era de 1,9%. O órgão informou que o país foi um dos poucos entre as grandes economias a registrar revisão negativa para esse período.

Para 2025, a estimativa foi levemente elevada, passando de 2,4% para 2,5%. Já a projeção para 2027 subiu de 2,2% para 2,3%. Segundo o Fundo, a revisão para baixo em 2026 está relacionada aos efeitos defasados da política monetária restritiva adotada no país para conter a inflação.

O relatório destaca que a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, e permanece nesse patamar desde agosto de 2025. Para o FMI, os juros elevados continuam impactando a atividade econômica no curto prazo.

Enquanto o Brasil teve redução na projeção, o crescimento da economia global foi revisado para cima. A estimativa para 2026 passou a 3,3%, aumento de 0,2 ponto percentual. Para 2025, a projeção também é de 3,3%, enquanto a previsão para 2027 foi mantida em 3,2%.

Na América Latina e no Caribe, o FMI projeta crescimento de 2,2% em 2026 e de 2,7% em 2027, acima do ritmo estimado para o Brasil. Já as economias emergentes e em desenvolvimento devem registrar crescimento de 4,2% em 2026.

Apesar da revisão positiva para a economia global, o FMI ressalta que o crescimento observado está concentrado em países e setores específicos, principalmente aqueles ligados à tecnologia e à inteligência artificial. Para o Brasil, o Fundo avalia que os juros elevados seguem como um fator que limita o avanço da economia no período analisado.

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