A Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Thonizete Santana da Silva, investigado por tentar matar a companheira em Governador Eugênio Barros, no Maranhão. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (3).
O caso, ocorrido no último sábado (1), ganhou repercussão após o filho do casal, o estudante de Direito Thalysson Santana, de 20 anos, denunciar nas redes sociais que a mãe era vítima de violência doméstica há anos.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), além de manter a prisão do investigado, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência à vítima com base na Lei Maria da Penha. O pedido foi analisado e deferido no mesmo dia em que chegou ao Judiciário.
Segundo o TJMA, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva porque a Justiça considerou a gravidade das agressões, o risco de novos episódios de violência doméstica, a necessidade de garantir a segurança da vítima e o entendimento de que outras medidas cautelares não seriam suficientes para evitar novas agressões. O processo tramita em segredo de Justiça.
Denúncia nas redes sociais
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Thalysson afirmou que a mãe sofria agressões desde que ele era criança. Segundo o estudante, os episódios deixaram de acontecer na presença dele durante a adolescência, mas voltaram a se tornar frequentes após sua mudança para Teresina, em 2024, para cursar Direito. Segundo Thalysson, a mãe e a irmã escondiam a situação para que ele não interrompesse os estudos.
No dia da ocorrência, Thalysson recebeu uma mensagem da irmã informando que a mãe estava sendo agredida novamente. Após confirmar a situação com a avó, acionou a Polícia Militar.
O estudante também relatou que o pai já havia sido preso anteriormente por violência doméstica, mas foi liberado no dia seguinte. Segundo ele, o investigado costumava dizer que não tinha medo da polícia e dizia que, por ser influente na cidade, não permaneceria preso.
Ainda de acordo com Thalysson, a mãe convivia com ameaças constantes e evitava denunciar o companheiro por medo de que ele fosse solto e atentasse contra sua vida. Ele afirmou ainda que a irmã também teria sido vítima de agressões e ameaças ao longo dos anos.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. Enquanto as apurações seguem, a vítima permanece protegida pelas medidas protetivas determinadas pela Justiça.


