No Maranhão foram 51 ocorrências durante todo o ano, o que representa uma redução de -26,09% em comparação com os 69 casos registrados em 2024.
-janeiro 28, 2026
No Maranhão foram 51 ocorrências durante todo o ano, o que representa uma redução de -26,09% em comparação com os 69 casos registrados em 2024.
O ano de 2025 consolidou um cenário de violência extrema contra a mulher no Brasil, com o número de feminicídios atingindo um novo patamar recorde. Foram 1.470 mulheres vítimas de assassinato motivado por gênero, superando os 1.464 casos registrados em 2024 a maior marca dos últimos seis anos. Este total, segundo o Sinesp, traduz-se em uma média de quatro mulheres mortas por dia no país.
Segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado do Maranhão registrou uma queda significativa nos casos de feminicídio em 2025. Foram 51 ocorrências durante todo o ano, o que representa uma redução de -26,09% em comparação com os 69 casos registrados em 2024.
Em contrapartida, a região Nordeste como um todo apresentou um volume preocupante. Os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que 417 mulheres foram vítimas de feminicídio em toda a região. Este número significa que, em média, uma nordestina foi assassinada a cada 24 horas na região.

Desde que o feminicídio foi tipificado em 2015 (com 535 mortes), o Brasil viu um crescimento de 316% nos casos ao comparar com os números de 2025. No total acumulado entre 2020 e 2025, são 8.557 mulheres mortas pelo simples fato de serem mulheres.
Em resposta a essa persistência, o Congresso sancionou em outubro um projeto de lei que endurece as penas. A nova legislação estabelece pena mínima de 20 anos e máxima de 40 anos para o assassinato de mulheres motivado por gênero, um aumento significativo em relação aos 12 a 30 anos anteriores.