A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) projeta a criação de aproximadamente 1.088 empregos formais no comércio varejista maranhense durante o último trimestre de 2026. Desse total, cerca de 88 vagas devem ser abertas em São Luís.
A expectativa ocorre após um período de retração no mercado de trabalho do setor. Entre janeiro e agosto de 2026, o comércio varejista acumulou saldo negativo de 386 empregos formais no Maranhão e de 1.210 na capital.
O cenário também reflete o desempenho do primeiro trimestre, quando foram eliminados 2.282 postos de trabalho no estado, sendo 1.155 em São Luís. Somados os resultados dos dois períodos, o saldo permanece negativo em 1.216 empregos no Maranhão e em 2.365 na capital, indicando que a recuperação registrada no fim de 2025 não se sustentou no início de 2026.
Segundo o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, a prioridade das empresas neste último trimestre será conciliar o aumento das vendas com o controle dos custos e a manutenção da rentabilidade.
“O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5×2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela”, afirmou.
Confiança empresarial e expectativa de contratações
A projeção da Fecomércio-MA considera os resultados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, com alta de 3,7% em relação aos 109,5 pontos registrados no mesmo mês de 2025.
O subíndice de contratação de funcionários avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos. Entre os empresários entrevistados, 61,3% manifestaram intenção de ampliar discretamente o quadro de funcionários.
Apesar do otimismo em relação às vendas de fim de ano, a pesquisa também aponta preocupação com a situação econômica. Segundo a Fecomércio-MA, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou, enquanto 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram.
O indicador de condições atuais chegou a 84,8 pontos, mas permanece abaixo da linha de satisfação, estabelecida em 100 pontos. Já o indicador de investimentos recuou 2%, passando de 99,3 para 97,3 pontos. Além disso, 50,2% dos comerciantes relataram redução nos investimentos.

