Adriana foi morta a tiros na manhã do dia 28 de dezembro de 2025, no bairro Santa Clara, na capital maranhense
Adriana foi morta a tiros na manhã do dia 28 de dezembro de 2025, no bairro Santa Clara, na capital maranhense
A família da jovem Adriana Matos da Silva Souza, de 30 anos, falou pela primeira vez publicamente sobre o caso do assassinato da vítima. A entrevista foi concedida ao programa Bandeira 2, da TV Difusora, durante uma audiência de instrução realizada no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís.
O principal suspeito do crime é o ex-sogro da vítima, que confessou o assassinato em depoimento prestado na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). O caso é investigado pelo delegado Marconi Matos.
Durante a entrevista, a mãe da vítima, Flávia, afirmou que a dor da perda continua muito forte para a família.
Segundo ela, Adriana era conhecida na comunidade como uma pessoa tranquila e dedicada à família. A jovem deixou um filho de 7 anos. A mãe também disse que não acredita na justificativa apresentada pelo suspeito para o crime e defendeu a inocência da filha.
“Até hoje dói muito. Deus tem nos sustentado, a mim, à mãe dela e ao filhinho que ela deixou. Não é fácil perder uma filha”, afirmou.
De acordo com familiares, Adriana teria decidido se separar do companheiro pouco antes do crime. Segundo a mãe, o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento.
O pai da vítima também participou do protesto realizado em frente ao fórum durante a audiência. Emocionado, ele afirmou que a família espera que a justiça seja feita. “É uma dor muito grande para um pai. Eu não consigo dormir direito. A gente veio aqui pedir justiça”, disse.
A irmã de Adriana também manifestou indignação com o crime e disse confiar que o caso terá uma resposta da Justiça. Familiares e amigos realizaram um ato em frente ao fórum durante a audiência de instrução para lembrar a vítima e reforçar o pedido por justiça.
O suspeito permanece preso. Após a audiência, ele foi encaminhado novamente ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde deverá permanecer detido até o julgamento do caso. A família afirma que continuará acompanhando o processo e espera que o responsável pelo assassinato seja condenado.