Os familiares contestam a versão de que o jovem teria uma faca nas mãos e teria atentado contra os agentes antes de ser morto.
Os familiares contestam a versão de que o jovem teria uma faca nas mãos e teria atentado contra os agentes antes de ser morto.
A família do jovem Killian Patrick, morto a tiros pela Guarda Civil Municipal (GCM), no bairro do Caratatiua, em São Luís, realizou um protesto em frente à sede do órgão, no fim da tarde desta terça-feira (22).
O jovem foi morto nessa segunda-feira (21) na sua própria residência durante um surto psicótico.
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Os familiares contestam a versão da Guarda Municipal de que o jovem teria uma faca nas mãos e teria atentado contra os agentes antes de ser morto.
disse Raissa Nascimento, irmã de Killian.
“Meu irmão não estava com faca nenhuma. Era uma tesoura de unha. E por isso, eles foram lá e mataram meu irmão”,
A mãe do jovem também falou sobre a perda do filho. “Foi uma situação muito triste. Apesar do problema que meu filho tinha, ele era um bom rapaz, todo mundo gostava dele”, pontuou.
Além de contestar a versão da Guarda Municipal, os familiares também pediram justiça pela morte de Killian. Com faixas e apitos, eles entoaram palavras de ordem e de protestos em frente à sede da Guarda Civil Municipal. Veja vídeo:
Em nota divulgada ainda na segunda-feira, após o caso, a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), disse que Killian, portando uma faca, teria partido para cima da guarnição
Já na tarde desta terça-feira, o secretário da Semusc, delegado Marcos Afonso disse, em entrevista à TV Difusora, que de fato, o jovem estava portando uma tesoura de unha quando teria investido contra os agentes da GCM.
Marcos Afonso, afirmou, porém, que o guarda municipal que disparou contra Killian, agiu em legítima defesa, ao tentar evitar que o jovem agredisse outro agente.
Além disso, o secretário disse que o caso está sendo investigado internamente.
Marcos Afonso, secretário da Semusc
“O caso já está sendo apurado pela Polícia Civil e também pela nossa corregedoria. Segundo informações do agente, foi em legítima defesa. Se foi dessa forma, ele tem razão. Se não foi, ele vai responder pelo crime que cometeu”
Em nota, a clínica Estância Bela Vista informou que diante do ‘complexo quadro clínico apresentado e da gravidade do comportamento observado no momento’, foi solicitada a presença do Samu, Corpo e Bombeiros, Polícia Militar e Guarda Municipal.
Segundo a nota, o objetivo era garantir a segurança de todos os envolvidos, já que, de acordo com a clínica, o paciente se encontrava em surto e portava objetos que representavam risco iminente para si e para terceiros.
A Clínica Estância Bela Vista disse ainda que lamenta profundamente o ocorrido e manifestou seus sentimentos à família.
Além disso, a instituição afirmou que está prestando todo o apoio necessário aos familiares da vítima.