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“Espero que inspire mais mulheres”, diz primeira aprovada em especialização da ROTAM

Historicamente, as forças policiais apresentam um contingente masculino muito superior à quantidade de agentes mulheres. Esse fato, no entanto, não impediu que Amanda Seixas se esforçasse e alcançasse um feito histórico: ser a primeira mulher no Maranhão aprovada no curso operacional da unidade de Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM).

Cabo da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), Amanda Vanylla Seixas Ferreira, de 33 anos, foi uma das pessoas aprovadas no curso que durou 70 dias e foi encerrado no último fim de semana. Nenhuma outra mulher alcançou a aprovação.

“Sempre tem essa predominância de homens, principalmente nos grupamentos mais especiais. À medida que o nível de exigência vai crescendo, a gente nota menos presença de mulheres, o que deixa algumas até acanhadas. Então espero que essa conquista possa inspirar mais mulheres, principalmente em grupos especiais como a ROTAM”, diz Amanda.

Apenas 33 das 70 pessoas inscritas foram aprovadas após superar os desafios físicos e psicológicos da preparação. Amanda agora integra o seleto grupo de policiais conhecidos como “Raiados” e “Rotamzeiros”, títulos informais conferidos aos que concluem essa exigente especialização, e celebra a conquista.

“Desde 2017 pertenço à ROTAM mas agora o curso será uma exigência para servir no Batalhão. E é uma alegria muito grande e fruto de muita dedicação para seguir essa filosofia, essa doutrina de vida raiada”, afirma a policial.

Segundo a PM, O curso tem como objetivo capacitar operadores de segurança pública para atuarem em áreas de alto risco e analisados como locais de incidência de criminalidade, utilizando técnicas e equipamentos especiais. Trata-se de uma formação rigorosa, que exige preparo físico, intelectual e psicológico dos participantes.

O esforço não passa despercebido pela família. Mãe de duas crianças, Jade de 11 anos e Benício de 4, Amanda conta como a convivência é repleta de amor e inspiração por parte dos pequenos.

Segundo ela, os filhos falam com paixão sobre a profissão da mãe, inclusive com os colegas de sala de aula, que já conhecem bem a PM. “Eles falam sobre minha atividade de policial com os amigos e até já fui dar palestra lá no Dia do Soldado. A mais velha às vezes fica temerosa por saber dos riscos da profissão, que pode estar em confrontos. Mas eles se inspiram e demonstram muito orgulho de terem a mãe que têm”, conta Amanda.

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