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Entre o apoio e a solidão: como a rede de apoio impacta a saúde mental das mães

A maternidade transforma profundamente a vida da mulher e, especialmente no puerpério, período marcado por mudanças físicas, hormonais e emocionais, contar com uma rede de apoio pode fazer toda a diferença. O Portal Difusora News conversou com a psicóloga materna Cynara Arraes (@espaco_metamorfose) e ouviu relatos de duas mães que vivem realidades diferentes: uma com rede de apoio e outra enfrentando a maternidade praticamente sozinha.

Segundo a psicóloga, o suporte emocional e prático oferecido por familiares, amigos e parceiros ajuda a mãe a enfrentar os desafios da nova rotina de forma mais saudável.

“A rede de apoio é essencial porque ajuda essa mãe a não se sentir sozinha nesse processo. Quando ela se sente acolhida, ouvida e ajudada nas demandas do dia a dia, existe mais proteção para a saúde emocional dessa mãe”, explicou Cynara Arraes.

A especialista alerta que a falta de apoio pode gerar impactos importantes na saúde mental da mulher, principalmente no puerpério, fase considerada extremamente delicada.

“O puerpério é um período muito sensível, marcado por alterações hormonais, privação de sono, adaptação à nova rotina e muitas cobranças internas e externas. Quando a mãe não tem apoio, ela pode se sentir exausta, isolada, culpada e emocionalmente fragilizada”, destacou.

Entre os sinais de sobrecarga emocional estão irritabilidade constante, choro frequente, sensação de exaustão extrema, culpa excessiva e isolamento. Para a psicóloga, frases como “eu estou no limite” ou “ninguém me ajuda” devem ser levadas a sério.

“Saber que existe alguém com quem contar transforma a maternidade”

A enfermeira Poliana Veras, mãe de primeira viagem, afirma que viver a maternidade com apoio fez toda a diferença desde os primeiros dias após o parto.

“Os pequenos cuidados, como preparar um café, segurar o bebê para um banho ou permitir alguns minutos de descanso, tornam o maternar mais leve, acolhedor e possível. Saber que existe alguém com quem contar transforma completamente a experiência da maternidade”, relatou.

Ela também destaca que a responsabilidade com os filhos não deve recair apenas sobre a mãe. “A maternidade não deve ser uma caminhada solitária. O filho nunca pode ser responsabilidade apenas da mãe, porque a saúde mental dessa mulher importa, e muito”, afirmou.

“A falta de rede de apoio traz solidão e esgotamento”

Mãe de três filhos, a cerimonialista Karoline Cruz vive uma realidade diferente. Sem uma rede de apoio, ela divide a rotina entre os cuidados com os filhos e o trabalho.

“Sou mãe de três e atualmente com um bebê de seis meses é bem delicado. Trabalho com eventos e muitas vezes é bem complicado conciliar o profissional com o maternar. Ontem mesmo, véspera do Dia das Mães, tive que deixar o emocional de lado para cumprir minhas responsabilidades”, contou.

Karoline relata que a ausência de apoio provoca impactos emocionais e físicos no dia a dia. “A falta de rede de apoio nos traz sentimentos de solidão, cansaço emocional e esgotamento físico”, desabafou.

Apesar das dificuldades, ela resume a maternidade com uma frase que carrega há 17 anos: “Ser mãe é padecer no paraíso”.

Para a psicóloga Cynara Arraes, apoiar uma mãe pode estar em atitudes simples do cotidiano. “Perguntar genuinamente como ela está, oferecer ajuda prática, cuidar do bebê para que ela possa descansar ou simplesmente ouvir sem julgamentos já fazem diferença”, concluiu.

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