A enfermeira Cássia Caroline Pampolha foi presa na última segunda-feira (31), no município de Ananindeua, no Pará. A profissional foi denunciada, em 2025, por diversas pacientes que relataram ter sofrido complicações após procedimentos estéticos realizados por ela no Maranhão.
Segundo a Polícia Civil do Pará, a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Vara de Juiz das Garantias da Região Metropolitana de Belém. Após os procedimentos legais, a enfermeira ficou à disposição da Justiça.
Relembre o caso
Pelo menos 15 mulheres denunciaram Cássia Caroline. As pacientes afirmam que sofreram complicações e ficaram com sequelas após procedimentos estéticos realizados pela profissional, que se apresentava nas redes sociais como especialista em harmonização facial e corporal.
Consultas aos Conselhos Regionais de Enfermagem do Pará (Coren-PA) e do Maranhão (Coren-MA) apontaram que a enfermeira não possuía autorização para exercer a profissão no Maranhão.
A inscrição profissional dela estava registrada no Coren-PA, mas, segundo os conselhos, não havia sido solicitada a inscrição secundária ou a transferência para o Maranhão dentro do prazo exigido.
Conforme as informações levantadas à época, a profissional realizava procedimentos em São Luís desde outubro de 2022, alternando períodos de atuação entre a capital maranhense e o Pará.
O Coren-PA informou ainda que Cássia Caroline é registrada no estado desde setembro de 2021, mas consta como inativa no sistema. O conselho também afirmou que não havia certificações cadastradas em nome da profissional referentes a especializações em procedimentos estéticos.
Outro ponto identificado foi a situação cadastral da clínica onde os atendimentos eram realizados. O CNPJ do estabelecimento estaria registrado para atividades de comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, e não para serviços de saúde.
As irregularidades relatadas foram encaminhadas para apuração pelos órgãos competentes, incluindo o setor responsável pelo processo ético do conselho profissional.
Na época, a defesa de Caroline Pampolha confirmou, em nota, que a enfermeira exerce atividades na área de enfermagem estética na cidade de São Luís há aproximadamente dois anos.
Sobre o fato de a profissional estar atuando na enfermagem estética de forma irregular em São Luís, a defesa alegou que Caroline “não tinha conhecimento sobre a exigência específica de inscrição secundária no COREN-MA”.
Ademais, a defesa da enfermeira disse ainda, que a profissional já deu entrada ao processo de inscrição secundária, porém, segundo a nota, ela precisou ir ao Pará buscar documentos necessários ao processo.

