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Em depoimento, prefeito diz que atirou em PM após discussão e suposta ameaça

No depoimento, João Vitor admitiu ter efetuado disparos de arma de fogo contra o PM, alegando legítima defesa após uma discussão e suposta ameaça. O Portal Difusora News teve acesso à integra dos esclarecimentos prestados pelo prefeito.

O prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Xavier, prestou depoimento à Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), sobre o tiroteio ocorrido na noite do sábado (06), durante uma festa de vaquejada no Parque Maratá, localizado em Trizidela do Vale, que resultou na morte do policial militar Geidson Thiago dos Santos.

No depoimento, João Vitor admitiu ter efetuado disparos de arma de fogo contra o PM, alegando legítima defesa após uma discussão e suposta ameaça. O Portal Difusora News teve acesso à integra dos esclarecimentos prestados pelo prefeito.

Conforme o depoimento, prestado na 14ª Delegacia Regional de Pedreiras, João Vitor disse que chegou ao local da festa por volta das 13h, acompanhado da namorada, identificada como Ivini e que teriam se juntado à amigos e conhecidos. O prefeito alegou não ter consumido bebida alcoólica durante a estadia no evento.

Por volta das 22h, segundo João Vitor, ele teria sido abordado por um homem (Geidson Thiago dos Santos) que estava em uma motocicleta preta e que este o teria insultado e feito gestos agressivos direcionados a ele.

Ainda conforme o prefeito, após os insultos, o policial miltar, que estava de folga, teria se dirigido a uma barraca do lado contrário onde ele estava com os amigos. Ao tentar sair com o carro, João Vitor disse que a namorada teria ligado os faróis do veículo sem querer e que viu novamente o PM apontando o dedo em sua direção e gesticulando.

Ao se aproximar do mesmo, o prefeito disse que Geidson, que segundo seu relato, estava visivelmente embriagado, exigiu que ele desligasse os faróis do veículo, o que teria iniciado uma discussão entre os dois.

Durante o embate, João Vitor disse, em depoimento, ter visto o policial mostrar uma arma na cintura e que ao questioná-lo sobre a situação, teria sido empurrado por ele, que logo depois teria sacado a arma. O prefeito afirmou que, nesse momento sacou um revólver calibre .38 e disparou tiros contra Geidson. Em seguida, afirmou ter jogado a arma no local e deixado a área dirigindo o carro da namorada, sem destino certo.

João Vitor disse ainda que a arma utilizada no crime não possui registro, e que teria ganhado o revólver de um eleitor. O prefeito afirmou também que não sabia que Geidson Thiago era policial militar.

Pedido de prisão

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, anunciou nesta terça-feira (8) que a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão de João Vitor Xavier.

“A Polícia Civil do Maranhão requereu à Justiça, na manhã desta terça-feira (8), a prisão do prefeito de Igarapé Grande, suspeito de atirar contra o policial militar”, declarou o secretário, que também manifestou solidariedade à família da vítima e garantiu rigor na apuração do caso.

A Corregedoria informou que, por se tratar de um gestor com foro privilegiado, o pedido será analisado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, após manifestação do Ministério Público.

João Vitor também planeja solicitar licença do cargo por seis meses para tratamento psiquiátrico. Enquanto isso, a vice-prefeita Maria Etelvina Sampaio (PDT) deve assumir a gestão de Igarapé Grande.

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