O Sindicato dos Vigilantes de São Luís se pronunciou em nota nesta segunda-feira (22) divulgando a suspensão cautelar do diretor envolvido em uma denúncia de caso de assédio durante a apresentação de um grupo de bumba meu boi. A nota esclarece que o afastamento foi realizado conforme o estatuto previsto da entidade.
Entenda o Caso
A dançarina de bumba meu boi de orquestra, Dary Lindoso, gravou um vídeo e denunciou em suas redes sociais relatando o episódio de assédio durante a apresentação do seu grupo na sede do Sindicato dos Vigilantes, no último domingo (21).
A vítima veio a público expor que ela e outras mulheres do seu grupo foram filmadas de maneira desrespeitosa e sem consentimento por um homem que acompanhava a apresentação.
Segundo a dançarina, enquanto as índias se apresentavam o homem estava próximo bem ao grupo, no fundo, atrás das brincantes, gravando as nádegas das índias com um celular bem de perto.
“Eu não reparei se ele estava me filmando, porque eu me movimento muito, mas eu percebi as meninas brigando com ele e falando que era para ele parar, porque ele estava filmando a bunda delas diretamente lá atrás”, esclareceu Dary Lindoso.
A presença do homem foi logo percebida pelas dançarinas, que se incomodaram com o constrangimento e pediram que ele parasse de filmar as nádegas delas. Apesar das reclamações, o homem ignorou os pedidos das dançarinas e ainda deu uma ‘carteirada’ dizendo que ele era diretor do sindicato.
A dançarina percebeu a situação e pediu que ele se retirasse do espaço onde o boi estava se apresentando. “Eu não esperei saber se ele estava filmando a minha ou não, porque eu sou assim e eu fui para cima e pedi que ele se retirasse, que ele saísse dali, porque ele estava constrangendo a gente”, explica.
Depois da situação, o cantador da brincadeira parou a apresentação e falou ao público o que estava acontecendo no local.
A dançarina frisou no vídeo que as roupas e trajes das índias não são um convite. “O nosso corpo não é um convite para vocês. Estamos ali para fazer cultura porque sem brincantes não existiria as apresentações. Estamos lá para fazer cultura, e não para ser objeto sexual”, falou.
Devido a situação, a dançarina citou ainda que os grupos de bumba meu boi precisam criar estratégias para quando acontecer esse tipo de casos envolvendo assédio.
E solicitou ainda que os vereadores e a Câmara Municipal de São Luís poderiam propor projetos de lei que tratem desse tema no período das festividades juninas, além das campanhas educativas, de forma que protejam as mulheres e dançarinas durante as apresentações.
Ainda segundo a dançarina, as mulheres envolvidas no caso estão se reunindo para registro de Boletim de Ocorrências para formalizar a denúncia.



