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Dia Internacional do Reggae: dança maranhense do ritmo se tornará Patrimônio Cultural

Estilo maranhense de dançar ao som do gênero musical originado na Jamaica ganhará reconhecimento oficial.

O Dia Internacional do Reggae é celebrado nesta terça-feira (1). A data faz alusão a um discurso de Winnie Mandela, que visitou Kingston, capital da Jamaica, após a libertação de Nelson Mandela de sua prisão pelo Apartheid, em 1991. No país caribenho, a ex-primeira-dama da África do Sul exaltou a força do Reggae na inspiração de pessoa no combate ao racismo.

Em 1994, a jamaicana Andrea Davis passou a organizar um festival para a celebração do marco, o IDR (International Reggae Day). Desde então, o ritmo ganhou cada vez mais força ao redor do planeta, inclusive no Brasil e no Maranhão.

Em São Luís, a popularização ganhou contornos especiais. Inicialmente vista com preconceito sob um viés racista e elitista, a sonoridade ganhou cada vez mais espaço na capital do estado, a ponto de a cidade ter ganhado o apelido de “Jamaica Brasileira”. Por aqui, o reggae recebeu inovações, como o jeito de dançar próprio das festas ludovicenses.

O estilo “Agarradinho”, marcado pela sensualidade entre pares, é original de São Luís e se espalhou posteriormente para o restante do Maranhão e dos estados vizinhos. A dança dos casais contrasta com o costume da própria Jamaica, por exemplo. No país, os passos costumam expressar força e resistência.

Esse marco da identidade do reggae na cultura da Grande Ilha não passa despercebido. O Museu do Reggae Maranhão, que fica na Praia Grande, em São Luís, é o primeiro museu dedicado ao ritmo fora da Jamaica no mundo. O local completou sete anos de funcionamento em janeiro de 2025 e agora anuncia que a dança do reggae maranhense será titulada como Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão.

A ideia original de reconhecer a dança como um patrimônio da cultura ludovicense foi do professor Neto de Azile. Depois de estudos iniciais, a proposta, agora, será apreciada no Conselho Estadual de Cultura.

Segundo Ademar Danilo, diretor do museu, o regueiro do Maranhão criou um estilo único de dançar, popularmente chamado de “agarradinho”, mas também conhecido como “A2” e “coladinho”. Na visão do organizador cultural, “essa maneira diferente e bonita de dançar atrai muito o interesse dos turistas que nos visitam. O reggae é um dos grandes atrativos turísticos do Estado.”

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