O setor de alimentação fora do lar demonstra otimismo para o Dia dos Pais. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 76% dos empresários que abrirão seus estabelecimentos na data esperam um faturamento superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Dentro dessa projeção, 65% estimam um crescimento de até 20% nas vendas, enquanto 11% acreditam em uma alta superior a esse percentual. Na comparação com um domingo comum, 77% dos donos de bares e restaurantes projetam ganhos maiores, sendo que metade dos entrevistados considera a comemoração fundamental para o desempenho financeiro das empresas.
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a data movimenta toda a cadeia econômica do setor. “O Dia dos Pais vai além de uma boa oportunidade de vendas. É uma data que reforça o papel dos bares e restaurantes como espaços de encontro. Quando as famílias decidem comemorar fora de casa, toda a cadeia do setor é beneficiada, dos pequenos negócios aos fornecedores”, afirma.
O otimismo para o Dia dos Pais ocorre após um mês de resultados desafiadores. O levantamento da Abrasel indicou que 49% dos empresários registraram, em junho, um faturamento inferior ao de maio. O cenário refletiu-se no caixa das empresas: 25% fecharam junho com prejuízo, 40% em equilíbrio e apenas 35% operaram com lucro (uma queda em relação aos 39% de maio).
Os dados corroboram o Índice Abrasel-Stone, que apontou uma retração de 2,1% nas vendas do setor em junho. Outro obstáculo relatado pelos empresários é a dificuldade de repassar o aumento de custos para os clientes. Atualmente, 40% dos estabelecimentos não conseguem reajustar os preços do cardápio, e 55% aplicaram aumentos limitados ao índice de inflação ou abaixo dele.
Apesar do cenário de aperto nas margens de lucro, a maioria das empresas (61%) afirma estar com as contas em dia. Entre os estabelecimentos que possuem pagamentos em atraso, as principais pendências concentram-se em impostos federais (73%), impostos estaduais (50%) e empréstimos bancários (33%).






