Uma operação coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), com apoio das Polícias Civil, Militar, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), foi deflagrada na manhã desta terça-feira (7) em diversos bairros de São Luís. A ação teve como alvo principal integrantes de uma facção criminosa com forte atuação na capital maranhense.
Em entrevista ao repórter Judson Carvalho, para o programa Deu Treta, da TV Difusora, o superintendente da SEIC, delegado Augusto Barros, detalhou os resultados da operação. Segundo ele, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, resultando em cinco prisões, sendo uma em flagrante por tráfico de drogas e quatro com aplicação de medidas de monitoramento eletrônico.
“Essas pessoas receberam hoje pelo menos 15 mandados de busca e apreensão, com cinco prisões, uma delas em flagrante. Fizemos representações por prisões que a Justiça deferiu alternativamente como medidas de monitoramento. Esperamos que essas lideranças tenham sua atuação restringida na capital maranhense”, afirmou o delegado.
A operação ocorreu nos bairros Barreto, Pingão e São Francisco, áreas onde o grupo criminoso mantém atuação consolidada, segundo a polícia. O delegado explicou que os alvos pertencem a um núcleo familiar ligado ao narcotráfico, que há anos opera na Grande São Luís.
“Trata-se de um núcleo familiar que se dedica há muito tempo à atividade do narcotráfico. Embora o foco principal seja o Barreto, a facção já expandiu suas operações para outras regiões da cidade”, destacou Barros.
Durante as buscas, as equipes apreenderam mais de 10 aparelhos celulares, uma picape, uma SUV modelo SW4 e até um animal silvestre — um macaco —, encontrado em uma das residências. O animal será encaminhado ao Batalhão Ambiental para os devidos cuidados.
O delegado reforçou que a operação faz parte de um esforço contínuo das forças de segurança para desarticular organizações criminosas na capital.
“Essa facção já foi alvo de outras ações da Polícia Civil e Militar, e certamente continuará sendo monitorada, porque persiste nas práticas criminosas”, concluiu.
