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Delegado cita acidente, ataque de animais ou ação de terceiros no caso dos irmãos desaparecidos em Bacabal

De acordo com Ederson Martins, ao rastrear o cheiro de Kauã, os animais seguiram até o ponto indicado por ele como o último local onde esteve com os primos. Já ao seguir o cheiro de Ágata e Michael, os cães desceram em direção ao rio próximo à área, o que passou a ser considerado pelos investigadores como um ponto central das apurações.

O desaparecimento das crianças Ágata Isabele, de 6 anos, e Alan Michael, de 4 anos, completou 60 dias nesta quarta-feira (4) e continua sem solução no município de Bacabal.

Os irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, após saírem de casa para brincar no povoado São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural da cidade. Desde então, familiares e autoridades seguem em busca de pistas que possam esclarecer o caso.

Em entrevista à TV Difusora, o delegado-geral adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Ederson Martins, falou sobre o andamento das investigações.

Segundo ele, a Polícia Civil do Maranhão trabalha com três hipóteses principais para o desaparecimento das crianças: acidente, ataque de animais ou ação de terceiros. Apesar disso, o delegado ressaltou que nenhuma linha de investigação foi descartada.

“O faro dos cães que identificaram o cheiro das crianças dão para o rio. Então, poderia ter uma hipótese de acidente? Sim. Poderia ter uma hipótese de ter sido predado por animais? Sim. Poderiam a partir dali terem sido retirados por terceiros? Também tem essa possibilidade. Mas todas que chegam para a Polícia Civil têm sido checadas”, afirmou.

Ponto central das investigações

Durante as buscas, quatro cães farejadores foram utilizados pelas forças de segurança. De acordo com Ederson Martins, ao rastrear o cheiro de Kauã, os animais seguiram até o ponto indicado por ele como o último local onde esteve com os primos.

Já ao seguir o cheiro de Ágata e Michael, os cães desceram em direção ao rio próximo à área, o que passou a ser considerado pelos investigadores como um ponto central das apurações.

“Então, ali é o nosso ponto, vamos dizer, o nosso ponto zero. A partir dali, as investigações continuaram na tentativa de identificar, localizar e saber o que realmente teria ocorrido com essas crianças”, explicou o delegado.

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