Tema recebeu destaque após uma estudante ser atacada por um perseguidor dentro de uma universidade de São Luís.
Tema recebeu destaque após uma estudante ser atacada por um perseguidor dentro de uma universidade de São Luís.
De janeiro a outubro de 2023, a Delegacia da Mulher registrou 68 casos de importunação sexual na Grande Ilha. O número representa um aumento em relação aos 66 casos registrados em 2022.
O Ministério Público do Maranhão recomendou que a prefeitura de São Luís e o Sindicato das Empresas de Transporte Público, tomassem medidas para reforçar a segurança de mulheres nos transportes coletivos da capital.
A recomendação é baseada nos dados divulgados pela Polícia Civil do Maranhão, que contabilizou mais de 500 casos de importunação sexual apenas no ano passado.
Considerado crime desde 2019, a importunação sexual envolve atos libidinosos sem consentimento, com penas variando de 1 a 5 anos de prisão, podendo chegar a 30 anos em casos de estupro. A legislação completou cinco anos em setembro de 2023, período em que os registros de importunação sexual aumentaram.
O tema recebeu destaque após uma estudante ser atacada por um perseguidor dentro de uma universidade de São Luís. Em entrevista à TV Difusora, a psicoterapeuta Evelin Lindholm ressaltou que esse tipo de crime provoca consequências irreversíveis às vítimas.
“Os impactos psicológicos nas vítimas de perseguição são significativos. A constante sensação de ser vigiado pode resultar em ansiedade, depressão e, em casos extremos, transtorno de estresse pós-traumático. A perda de privacidade e a constante ameaça à segurança emocional podem levar a efeitos duradouros ao bem estar mental e emocional. É essencial abordar essas temáticas por meio de intervenções psicológicas legais e sociais”, afirmou a psicoterapeuta.