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Crianças ameaçadas de morte no Maranhão podem receber proteção especial

O ingresso no PPCAAM acontece por meio de instituições autorizadas, conhecidas como portas de entrada do programa

Imagem meramente ilustrativa

O Maranhão está entre os estados que participam do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). A iniciativa garante proteção para crianças, adolescentes e familiares que vivem sob ameaça iminente de morte em decorrência de diferentes tipos de violência.

Criado em 2003 e regulamentado pelo Governo Federal, o programa tem como objetivo preservar a vida de crianças e adolescentes e garantir que eles recebam proteção integral em condições de segurança.

O atendimento é destinado a crianças e adolescentes ameaçados de morte. Em casos excepcionais, jovens de até 21 anos também podem ser incluídos, desde que tenham cumprido medida socioeducativa restritiva de liberdade e continuem sob risco à integridade física.

Além da criança ou do adolescente, pais, responsáveis, irmãos e outras pessoas com vínculo afetivo também podem ser protegidos quando a situação exigir.

Como funciona

O ingresso no PPCAAM acontece por meio de instituições autorizadas, conhecidas como portas de entrada do programa. O encaminhamento pode ser feito pelos Conselhos Tutelares, Defensorias Públicas, Ministério Público e Poder Judiciário.

Após o encaminhamento, uma equipe técnica especializada analisa o caso para verificar se a situação atende aos critérios previstos pelo programa.

Entre os requisitos estão a existência de ameaça concreta à vida, a concordância da criança, do adolescente e da família em participar do programa e o compromisso de cumprir todas as medidas de proteção.

Quando o ingresso é aprovado, a equipe elabora um Plano Individual de Atendimento (PIA), que define as ações de proteção e o acompanhamento de cada caso.

Medidas de proteção

A permanência no programa é de até um ano, podendo ser prorrogada enquanto persistir o risco.

Entre as medidas adotadas estão transferência para um local seguro; preservação da identidade e dos dados pessoais; acompanhamento psicológico e social; e acesso a serviços públicos de saúde, educação e assistência social.

Durante todo o período de proteção, o sigilo das informações é tratado como uma medida fundamental para garantir a segurança das vítimas e das equipes envolvidas.

Quando a criança ou o adolescente não pode permanecer com os pais ou responsáveis, o programa pode determinar o acolhimento institucional ou familiar.

Para ampliar a proteção, o Governo Federal criou o Programa Família Solidária.

A iniciativa identifica, capacita e acompanha famílias voluntárias que recebem crianças e adolescentes inseridos no PPCAAM sem a presença dos pais ou responsáveis, oferecendo um ambiente familiar seguro durante o período de proteção.

Atualmente, o PPCAAM está implantado em 23 unidades da Federação, entre elas o Maranhão.

Desde a criação do programa, em 2003, até julho de 2026, foram atendidas 6.225 crianças e adolescentes e 9.565 familiares, totalizando 15.790 pessoas protegidas em todo o país.

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