Timão faz 2 a 0 no Mané Garrincha e garante o bicampeonato diante de mais de 71 mil torcedores.
-fevereiro 2, 2026
Timão faz 2 a 0 no Mané Garrincha e garante o bicampeonato diante de mais de 71 mil torcedores.
O Corinthians é bicampeão da Supercopa do Brasil. Neste domingo (1º), no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o time paulista venceu o Flamengo por 2 a 0 e levantou o troféu diante de mais de 71 mil torcedores. Gabriel Paulista abriu o placar ainda no primeiro tempo, e Yuri Alberto definiu o jogo nos acréscimos da etapa final.
A final começou com um Flamengo rápido e ofensivo, controlando o jogo desde o apito inicial. O time rubro-negro adiantou suas linhas, tentou fechar o Corinthians no campo defensivo alvinegro e buscou circulação rápida da bola pelo meio, principalmente com Pulgar e Carrascal. A ideia do técnico Filipe Luís era acelerar entrelinhas e acionar Pedro em condições de finalização.
O Corinthians respondeu com um bloco médio-baixo bem organizado, priorizando o fechamento dos corredores centrais e aceitando ceder a posse de bola. A equipe de Dorival Júnior apostou em transições rápidas pelas laterais e em bolas paradas como principal arma ofensiva.
Apesar do maior volume do Flamengo, as chances não surgiram com clareza. As finalizações foram, em sua maioria, de média distância ou em jogadas aéreas, neutralizadas pela defesa corintiana e pelo goleiro Hugo Souza. Já o time paulista soube aproveitar melhor os espaços e foi mais cirúrgico quando chegou ao ataque.
Aos 26 minutos, a estratégia deu resultado. Após escanteio curto e cruzamento de Matheuzinho, a bola sobrou na área, e Gabriel Paulista apareceu livre para finalizar, abrindo o placar e colocando o Corinthians em vantagem. O gol mudou o ritmo do jogo: o Flamengo seguiu com a bola, mas passou a encontrar ainda mais dificuldade para romper o sistema defensivo corintiano.
A expulsão polêmica de Carrascal, por uma cotovelada em Breno Bidon ainda no primeiro tempo e confirmada após revisão do VAR no intervalo, foi determinante para o restante da partida. Com um jogador a menos, o Flamengo precisou se reorganizar, mas ainda assim tentou manter a proposta ofensiva. Logo nos primeiros minutos, Pedro acertou o travessão e mostrou que o time carioca ainda estava vivo no jogo.
Mesmo em inferioridade numérica, o Mengão manteve maior posse de bola ao longo da segunda etapa, porém perdeu intensidade. A circulação passou a ser mais lenta, e as infiltrações ficaram raras. O Corinthians, por outro lado, reforçou o sistema defensivo, controlou os espaços e passou a administrar a vantagem com cautela.
Com o passar do tempo, o jogo ficou mais truncado. O Timão conseguiu equilibrar as ações, esfriar o ritmo e diminuir o volume ofensivo do adversário. Memphis Depay chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento.
Aos 47 minutos, Yuri Alberto acertou a trave e quase definiu a partida. Na sequência, veio o lance que marcou a tarde rubro-negra. Lucas Paquetá, recém-contratado e em sua reestreia pelo Flamengo, recebeu praticamente sobre a linha da pequena área, dominou sob marcação e finalizou por cima do gol, desperdiçando uma chance clara de empate.
Nos acréscimos, com o Flamengo totalmente exposto e adiantado, o Corinthians foi letal. Yuri Alberto atacou o espaço nas costas da defesa, driblou o goleiro Rossi e empurrou para o gol vazio. O VAR confirmou o lance e consagrou o título corintiano.
Com a vitória, o Corinthians conquista a Supercopa Rei pela segunda vez na história, repetindo o feito de 1991, também contra o Flamengo. Além do troféu, o clube paulista garantiu uma premiação total de R$ 11,35 milhões, sendo R$ 6,35 milhões pela participação na final e mais US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) pelo título. O Flamengo, vice-campeão, recebeu R$ 6,35 milhões referentes à cota de participação na Supercopa, valor pago igualmente aos dois finalistas pela Confederação Brasileira de Futebol.