A paralisação dos trabalhadores deve continuar até que o pagamento dos salários atrasados sejam regularizados.
A paralisação dos trabalhadores deve continuar até que o pagamento dos salários atrasados sejam regularizados.
Na manhã desta terça-feira (05) funcionários que trabalham na obra da nova ponte de Estreito – Juscelino Kubitschek de Oliveira cruzaram os braços e paralisaram as atividades.
Segundo os trabalhadores, a paralisação é devido ao atraso no pagamento dos salários. A ponde de Estreito desabou em dezembro de 2024, provocando a interrupção do tráfego o Tocantins (Aguiarnópolis) e o Maranhão (Estreito).
Segundo informações, a paralisação dos trabalhadores deve continuar até que o pagamento dos salários atrasados sejam regularizados.
A obra de construção da nova ponte está sob responsabilidade das empresas A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda, que venceram a contratação emergencial para a reconstrução da estrutura que liga os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão. O contrato, firmado sem licitação devido ao estado de emergência, tem valor estimado em R$ 171,1 milhões.
O consórcio ainda não se pronunciou oficialmente sobre a paralisação dos funcionários.
A Ponte de Estreito, que tem prazo de um ano para ser concluída, a partir da assinatura do contrato emergencial, será maior que a anterior. A nova travessia do Rio Tocantins terá 630 metros de extensão, dezenove metros de largura e um vão livre de 154 metros. Serão duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro.
A equipe do Portal Difusora News solicitou nota ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes-DNIT, que informou que as obras do contrato nº 00.00958/2024, executadas pelo Consórcio Ponte de Estreito, estão sendo devidamente acompanhadas pela autarquia, tanto em seus aspectos técnicos quanto administrativos.
Com relação à paralisação ocorrida, o DNIT esclarece que está em contato com o consórcio responsável, o qual informou que a contabilização de horas extras dos trabalhadores será tratada caso a caso, com o objetivo de esclarecer dúvidas e garantir os direitos dos funcionários.
O DNIT reforça que continuará fiscalizando o cumprimento integral do contrato, com atenção especial ao cronograma físico-financeiro e às obrigações trabalhistas do contratado, a fim de assegurar a regularidade e a continuidade dos serviços.