As eleições de 2026 resultaram na maior bancada feminina da história do Congresso Nacional. O número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados passou de 90, em 2022, para 109 neste ano, um crescimento de 21%.
O aumento ocorreu mesmo com uma redução na quantidade de mulheres que concorreram a uma vaga na Câmara. Em 2022, foram 3.317 candidatas ao cargo de deputada federal. Neste ano, o número caiu para 2.820, uma redução de cerca de 15%.
No Maranhão, cinco mulheres foram eleitas para representar o estado na Câmara dos Deputados a partir da próxima legislatura. São elas Amanda Gentil (PP), Iracema Vale (MDB), Fabiana Vilar (PL), Larissa DP (MDB) e Mariana Carvalho (PL).
Iracema Vale foi a mais votada entre as mulheres eleitas no estado, com 179.351 votos. Fabiana Vilar recebeu 160.361 votos, seguida por Amanda Gentil, com 137.642, Larissa DP, com 137.136, e Mariana Carvalho, com 113.228 votos.
Com as novas eleitas, a Câmara terá 109 mulheres entre os 513 deputados federais, o equivalente a 21% da Casa. A federação formada por PT, PCdoB e PV foi a que elegeu o maior número de deputadas, com 34 representantes.
Mais mulheres no Senado
A renovação do Senado também ampliou a presença feminina. Das 54 cadeiras em disputa, 12 serão ocupadas por mulheres, o maior número registrado em uma mesma eleição desde a redemocratização. Elas representarão 22,2% do Senado. Em 2018, quando dois terços da Casa também foram renovados, sete mulheres foram eleitas.
O Senado é formado por 81 parlamentares, cada um com mandato de oito anos. A cada quatro anos, a Casa passa por uma renovação de um terço ou de dois terços das cadeiras.
Com o resultado de 2026, o número total de senadoras passará das atuais 15 para 18 no próximo ano. As novas parlamentares tomarão posse em fevereiro e terão mandato até 2035.
O Maranhão não elegeu nenhuma mulher para as duas vagas ao Senado que estavam em disputa neste ano. Os eleitos pelo estado foram André Fufuca e Lahesio Bonfim.
Apesar do crescimento, as mulheres continuam sendo minoria no Congresso. Na Câmara, elas ocuparão pouco mais de um quinto das cadeiras. No Senado, a participação será ainda menor.






