Cerca de 15 clientes procuraram a polícia no bairro São Francisco, em São Luís, na manhã desta terça-feira (13), para denunciar uma empresa suspeita de fraude na venda de veículos por meio de consórcios. Segundo a Polícia Militar, o prejuízo ultrapassa R$ 120 mil. Um dos relatos aponta que o mesmo veículo teria sido vendido para oito pessoas diferentes.
De acordo com os relatos apresentados à polícia, os clientes acreditavam estar comprando veículos à vista ou por meio de financiamento. No entanto, as negociações teriam sido feitas por meio de consórcios, e nenhum dos compradores recebeu o bem.
Um dos clientes afirmou ter desembolsado R$ 27 mil. Segundo ele, antes de fechar o negócio, foi até a loja, viu o veículo pessoalmente e fez um test drive. Após realizar os procedimentos necessários, recebeu o prazo de sete dias para a entrega do carro, mas nunca recebeu o veículo.
Outro consumidor relatou ter pago R$ 5 mil por uma motocicleta. A promessa era de que o veículo seria entregue em até sete dias, mas, segundo ele, já se passou um ano e a moto não foi recebida. O cliente afirmou ainda que a empresa oferecia condições atrativas, mas não cumpria o que havia prometido. Outros consumidores também relataram que o estabelecimento teria mudado de nome.
Os clientes foram encaminhados à Delegacia de Defraudações, onde prestaram depoimento para que a Polícia Civil investigue o caso. Um representante da empresa também acompanhou os policiais até a unidade, voluntariamente, para prestar esclarecimentos.
Segundo um policial militar que acompanhou a ocorrência, as denúncias indicam, em tese, uma possível prática de estelionato.
A Polícia Militar informou que não houve prisão em flagrante. Por isso, o representante da empresa acompanhou a equipe até a delegacia voluntariamente, enquanto os relatos dos clientes foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil para esclarecer como os contratos foram oferecidos, o destino dos valores pagos e quem são os responsáveis pelas negociações.
Até o momento, não há informações sobre a devolução dos valores aos clientes.
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
Como parte dos procedimentos investigativos, serão realizadas as oitivas das vítimas, além de diligências para localizar e intimar os responsáveis pela empresa, a fim de que sejam submetidos aos procedimentos de qualificação e interrogatório.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos fatos e apurar eventuais responsabilidades criminais.



