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Cemitério sambaqui de 7 mil anos é descoberto em São Luís

Foram encontrados vestígios de civilizações com mais de 7 mil anos atrás, mais de 100 mil fragmentos de cerâmicas.

Arqueólogos fizeram uma descoberta sem precedentes ao encontrarem um local onde culturas antigas enterravam seus mortos. Os esqueletos de homens e mulheres estavam embaixo da construção formada por conchas de moluscos, característico de civilizações que habitavam regiões litorâneas – os chamados Sambaquis.

Além dos vestígios de civilizações com mais de 7 mil anos atrás, mais de 100 mil fragmentos de cerâmicas foram descobertas no terreno, onde uma empreiteira realiza a implantação de um condomínio residencial no bairro Vicente Fialho.

“Esses objetos podem nos ajudar a reconstruir os comportamentos ambientais, de subsistência e culturais, e esses dados podem ser usados para ver como os comportamentos evoluíram ao longo do tempo. É um dos maiores, senão o maior cemitério de povos Sambaquis existentes no Nordeste”, acrescenta o arqueólogo e professor do departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão, Arkley Marques Bandeira.

Essa informação científica não foi obtida dos restos humanos e artefatos ainda, mas de achados passados que remetem à nova descoberta o teor de civilização na capital maranhense. Os ossos vão ficar em São Luís para passar por um processo de secagem e dessalinização lenta no laboratório administrado pela UFMA.

“Vamos ter muitas informações pra divulgar ao longo de 2024. É importante pontuar que as pesquisas ainda não acabaram, ainda estão pesquisando o sítio e a ideia é que eles permaneçam ainda um bom tempo pesquisando e que apareçam mais esqueletos”, destacou Arkley.

Não é a primeira vez que sítios arqueológicos são descobertos durante obras de engenharia em São Luís, que, segundo pesquisas, é ocupada há mais de 7 mil anos. Um outro sambaqui, o Vinhais Velho, foi encontrado durante a construção da Via Expressa, uma rodovia, e guardava registros de povos pescadores e coletores de marisco que viveram na região há cerca de 3 mil anos.

A nova descoberta foi feita a poucos quilômetros dali e, após a retirada dos itens de interesse arqueológico, o terreno irá abrigar condomínios.

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