As esposas e mães dos detentos alegaram que eles estão sofrendo maus-tratos e ameaças
As esposas e mães dos detentos alegaram que eles estão sofrendo maus-tratos e ameaças
O caso dos maranhenses presos na Venezuela foi discutido na Assembleia Legislativa do Maranhão na manhã desta quinta-feira (16). Os maranhenses estão desde 4 de outubro de 2023 detidos no presídio de Caracas sob denúncias de atividades ilegais em área de garimpo na Venezuela.
A comissão reuniu integrantes da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias da assembleia e os familiares dos detentos. Durante a reunião, as esposas e mães dos detentos alegaram que eles estão sofrendo maus-tratos, alguns estão doentes e sofrendo ameaças de mortes.
📲 Clique AQUI e participe do nosso canal no Whatsapp
A esposa de um dos detentos relatou a origem dos 16 maranhenses presos. A mulher disse que existem duas mulheres que foram trabalhar como cozinheira no garimpo. 14 deles são moradores das cidades de Brejo de Areia e Vitorino Freire, municípios maranhenses, e duas são de Boa Vista, Roraima.
Segundo a família das vítimas, um grupo de 16 trabalhadores saiu do Maranhão e Roraima para trabalhar em um garimpo no Rio Yuruari, no município Dorado de Sifontes, no Estado Bolívar. Eles foram presos no local e, após o ocorrido, fizeram um vídeo pedindo socorro, eles ainda citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Comissão, deputado Ricardo Arruda (MDB), esclareceu que no momento irão ao Ministério das Relações Exteriores e à Defensoria Pública da União (DPU), em Brasília, para resolverem o caso.
“O nosso encaminhamento é no sentido de, a partir de agora, buscar o apoio das autoridades federais brasileiras, da bancada federal maranhense e, se for preciso, buscaremos até mesmo o apoio de órgãos internacionais para que, o quanto antes, este problema seja solucionado. É um caso grave, que não se pode tolerar”, disse o deputado.