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Caso Adriana: suspeito confessa assassinato e diz ter premeditado crime, afirma SHPP

Suspeito se apresentou inicialmente na Delegacia da Área Sul e, em seguida, foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Pessoa

Um homem apontado como autor do assassinato de Adriana Matos da Silva Souza, de 30 anos, se apresentou à polícia em São Luís. Ele é ex-sogro da vítima e foi levado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, após prestar depoimento.

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Segundo a polícia, o suspeito se apresentou inicialmente na Delegacia da Área Sul e, em seguida, foi encaminhado à Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), onde foi ouvido. Como já havia mandado de prisão temporária decretado, a ordem judicial foi cumprida logo após o interrogatório.

O crime aconteceu no dia 28 de dezembro, no bairro Santa Clara. Adriana assistia a uma partida de futebol amador em um campo localizado no ponto final do bairro, quando foi surpreendida por um homem que chegou em uma motocicleta e efetuou dois disparos de arma de fogo. A vítima foi atingida na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O autor fugiu logo após o ataque.

De acordo com o superintendente da SHPP, George Marques, o suspeito foi identificado ainda no dia do crime. A equipe de plantão representou pela prisão temporária, que foi autorizada pela Justiça.

Durante o depoimento, o homem confessou ter efetuado os disparos. Segundo a polícia, ele afirmou que cometeu o crime por acreditar que Adriana seria responsável pela morte do filho dele, ocorrida cerca de dois meses antes. O delegado informou que essa versão ainda será apurada e que outras pessoas serão ouvidas para a conclusão do inquérito.

O superintendente destacou que o crime foi cometido sem chance de defesa para a vítima e que há indícios de premeditação. O suspeito afirmou que teria perdido a arma utilizada no crime, versão que, segundo a Polícia Civil, não é considerada verdadeira. As equipes seguem em diligências para localizar o armamento.

Ainda conforme as investigações, Adriana relatava que vinha sofrendo ameaças e chegou a registrar boletim de ocorrência antes de ser morta. A Polícia Civil informou que continuará ouvindo testemunhas para esclarecer todas as circunstâncias do caso e concluir o inquérito.

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