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Café, óleo e leite ficam mais caros em São Luís, enquanto tomate e açúcar registram queda, aponta Conab

Levantamento divulgado sobre os preços dos produtos da cesta básica mostra que São Luís registrou aumento em itens importantes da alimentação entre abril e maio de 2026. Café, óleo de soja, leite integral e carne bovina tiveram alta, enquanto tomate e açúcar apresentaram redução nos preços. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (11) na Análise Mensal da Cesta Básica, elaborada em parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o levantamento, o preço do café em pó em São Luís teve a maior alta entre as capitais brasileiras, com aumento de 2,81% no período. O movimento contrasta com a tendência nacional, já que o produto ficou mais barato em 23 capitais, impulsionado pela expectativa de uma boa safra e pelo aumento da oferta no mercado.

Outro item que pesou no orçamento das famílias foi o óleo de soja, cujo preço subiu 2,51% em São Luís. A capital maranhense também registrou uma das poucas altas do país para o produto, que apresentou queda em 23 cidades pesquisadas.

O leite integral teve aumento de 7,28% em São Luís, a segunda maior variação entre as capitais brasileiras, ficando atrás apenas de Macapá. Segundo a pesquisa, a redução da oferta no campo e os custos de produção contribuíram para a elevação dos preços.

Já a carne bovina de primeira ficou 2,26% mais cara nos últimos 12 meses em São Luís. Em nível nacional, a alta do produto está relacionada à demanda externa aquecida e à menor oferta de animais para abate.

Preços em queda

Por outro lado, alguns produtos apresentaram alívio para o consumidor. São Luís foi a única capital do país a registrar queda no preço do tomate entre abril e maio, com recuo de 0,14%. No acumulado de 12 meses, a redução chegou a 19,17%, também na contramão da maioria das capitais brasileiras.

O açúcar também ficou mais barato. Em um ano, o preço do produto caiu 2,37% na capital maranhense, refletindo o aumento da oferta e a demanda interna mais limitada.

Já o feijão carioca manteve estabilidade em São Luís entre abril e maio, diferentemente da maior parte das capitais, onde o produto registrou alta devido à oferta restrita e às incertezas climáticas.

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