O Banco Central (BC) atualizou as regras técnicas do Pix para melhorar o funcionamento do Pix Automático, usado em pagamentos recorrentes, como mensalidades de academias, escolas e serviços de streaming.
As mudanças estão nas versões 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI) e da API Pix e já estão em vigor. A atualização foi divulgada pela Instrução Normativa BCB nº 769.
Mais automação para empresas
A API Pix permite integrar os sistemas de empresas diretamente às instituições financeiras. Com isso, processos como a geração de QR Codes, cobranças recorrentes e a confirmação dos pagamentos podem ser automatizados.
Segundo o Banco Central, a integração ajudou a ampliar o uso do QR Code dinâmico no comércio. A participação desse recurso passou de 5% das transações em 2021 para 40% em 2025.
Empresas e MEIs podem contratar a API Pix com instituições participantes do sistema e integrar a ferramenta aos sistemas de vendas e gestão.
Com a tecnologia, o pagamento é identificado automaticamente e a baixa pode ser feita em tempo real. Sem a API, o comerciante pode continuar utilizando chaves Pix ou QR Codes estáticos, com maior necessidade de conferência manual.
A atualização também busca facilitar a integração entre empresas e instituições financeiras e aumentar a eficiência dos pagamentos.
A padronização da API Pix pode ainda estimular a concorrência no setor financeiro, reduzir barreiras tecnológicas e favorecer o desenvolvimento de novas soluções de cobrança.
As mudanças fazem parte do processo de aperfeiçoamento do Pix e de suas funcionalidades.




