O especialista em Trânsito Francisco Soares cita a correção da convergência de acesso à alça do elevado e a colocação de uma uma grade de proteção, como medidas para evitar novos acidentes no elevado.
-janeiro 28, 2026
O especialista em Trânsito Francisco Soares cita a correção da convergência de acesso à alça do elevado e a colocação de uma uma grade de proteção, como medidas para evitar novos acidentes no elevado.
A queda de um motociclista do viaduto que liga a Avenida IV Centenário à Avenida dos Franceses, em São Luís, na última terça-feira (20), reacendeu o debate sobre os riscos estruturais da alça de acesso ao elevado. A estrutura, que possui cerca de 10 metros de altura, apresenta uma curva estreita na subida da rampa, apontada por especialistas como possível causa do acidente e de outras ocorrências registradas nos últimos anos.
O caso mais recente não é isolado. Há exatamente um ano, em 12 de janeiro de 2025, um casal que trafegava em uma motocicleta também caiu do viaduto após o condutor perder o controle do veículo ao realizar a curva. O acidente foi registrado pelo repórter cinematográfico da TV Difusora, Aurélio Costa – que também registrou a ocorrência da última terça-feira. Veja o vídeo abaixo:
De acordo com o especialista em Trânsito Francisco Soares, desde 2018 ao menos 15 acidentes já foram registrados no local. No mesmo ano, ele ingressou com uma ação popular solicitando a interdição da alça do viaduto e a correção de falhas estruturais, responsabilizando tanto a Prefeitura de São Luís quanto o Governo do Estado.
“Na ação, solicitei que o Estado fizesse a correção da convergência de acesso à alça do elevado e que a Prefeitura colocasse uma grade de proteção, tipo uma tela, para que, em caso de acidente, o condutor da motocicleta não caísse no solo, sendo contido pela rede”, explicou Soares.
Segundo o especialista, a decisão judicial inicial foi favorável, mas acabou sendo revertida após recursos apresentados pelo Estado e pelo Município. Desde então, nenhuma das correções solicitadas foi realizada.
Francisco Soares destaca que as medidas preventivas teriam um custo relativamente baixo diante do risco à vida dos condutores. “A correção na convergência custaria hoje cerca de R$ 150 mil e a tela de proteção no máximo R$ 20 mil. Se não for feito, mais pessoas continuarão a sofrer acidentes no local”, alertou.
O Portal Difusora News solicitou nota à Prefeitura de São Luís e ao Governo do Estado sobre a adoção de providências para garantir a segurança no viaduto. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta por parte dos órgãos.