Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar um ovo de Páscoa que matou duas crianças e deixou a mãe delas internada por vários dias em Imperatriz, será levada a júri popular nesta segunda-feira (22), no Fórum Desembargador Raimundo Freire Cutrim. Há a expectativa de que uma sentença seja proferida ainda hoje.
As vítimas do envenenamento são os irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, além da mãe deles Mirian Lira. Eles comeram o doce na noite do dia 16 de abril de 2025, após o envio do ovo via mototaxista para a casa onde moravam. Os três passaram mal após o consumo e o menino morreu ainda no dia 17, enquanto Evelyn ficou internada por cinco dias, mas não resistiu e morreu em 22 de abril. Mirian Lira passou vários dias hospitalizada, mas sobreviveu.

A ré está presa desde o dia seguinte à entrega do ovo envenenado. Ela é considerada suspeita de ter feito o envio para Mirian Lira. A motivação por trás do crime seria ciúmes, uma vez que a vítima estaria vivendo um relacionamento com um ex-companheiro de Jordélia. Dias após a prisão em Imperatriz, a acusada foi transferida para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde permanece presa.
Segundo o promotor de Justiça Tiago Quintanilha, titular da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz, a acusação tem indícios suficientes para categorizar Jordélia como responsável pelas mortes de Evelyn Fernanda e Luiz Fernando, além dos danos causados à mãe deles.
A denúncia do Ministério Público do Maranhão (MPMA) aponta que as mortes das crianças configuram homicídios, enquanto o caso de Mirian Lira é tratado como tentativa de homicídio, visto que ela sobreviveu. Para cada crime, as penas previstas vão, em tese, de 12 a 30 anos de prisão.


