O festejo, que tem mais de de 80 anos de história, surgiu espontaneamente entre os pescadores e as brincadeiras de bumba meu boi que desembarcavam e embarcavam no antigo porto onde hoje está a Capela.
O festejo, que tem mais de de 80 anos de história, surgiu espontaneamente entre os pescadores e as brincadeiras de bumba meu boi que desembarcavam e embarcavam no antigo porto onde hoje está a Capela.
Uma das principais festas que mistura o sagrado com o popular, o festejo de São Pedro no bairro Madre Deus, em São Luís, terá seu encerramento no próximo domingo (29) com a tradicional Procissão Marítima, um dos momentos mais esperados da festa.
O festejo, que tem mais de de 80 anos de história, surgiu espontaneamente entre os pescadores e as brincadeiras de bumba meu boi que desembarcavam e embarcavam no antigo porto onde hoje está a Capela.
Com concentração partir das 7h, na Rampa Campos Melo, na Praia Grande, a procissão tem previsão de saída prevista para às 8h, conforme a tábua de maré. Depois da procissão no mar e o retorno da imagem à capela, a festa continua com a Procissão Terrestre pelas ruas da Madre Deus e a missa de encerramento, que celebra mais um ano de resistência e fé popular.
Um dia antes, no sábado (28), a imagem sai da Igreja de São Pedro para ser enfeitada na Igreja São Roque, no bairro do Lira, onde começa a Procissão Luminosa, que segue de volta até a capela do santo padroeiro dos pescadores.
Após chegar à igreja, uma grande celebração com bumba meu boi e promesseiros toma a madrugada em canto, devoção e festa.
Com o tema “Pedro, protetor, mostra-nos a esperança, qual âncora de nossas almas” (cf. Hb 6,19), a festa de São Pedro teve início, em maio com peregrinação da imagem do santo, e se estende até o encerramento solene, no dia 29 de junho, com eventos religiosos, culturais e marítimos.
Para Raimunda Machado Mota, São Pedro é o guardião do Céu, e sua devoção atravessa mais de 17 anos de fé e tradição. Todos os anos, ela participa da missa e da procissão e faz questão de adquirir a camisa oficial como forma de contribuir com o festejo. O momento que mais a emociona é ver São Pedro sendo ovacionado em alto-mar por uma multidão de fiéis, num espetáculo de fé que toca o coração.
Para quem nunca participou, ela deixa um convite especial: “É um festejo grandioso, onde todos se reúnem — seja na terra, seja no mar — para homenagear um apóstolo de Jesus.”
Para a Igreja Católica, São Pedro é o primeiro Papa e símbolo da fé sobre a qual Cristo edificou sua Igreja. No Maranhão, a devoção ao santo mistura religiosidade e cultura popular, com promessas, missas, procissões e apresentações de bumba meu boi e quadrilhas. “É uma cultura viva que representa o brilho do nosso estado”, afirma o padre Manoel Junior.
A Igreja de São Pedro, que já está na sua terceira versão, tornou-se hoje um polo religioso ativo, com missas regulares e comunidade viva. O templo foi erguido sobre um antigo porto onde grupos de bumba meu boi desembarcavam na capital. Ali mesmo, entre o cais e o altar, nascia a mistura de fé e cultura que deu origem ao festejo. Até hoje, o som das matracas ecoa onde antes encostavam as canoas.