Uma ação conjunta deflagrada no bairro do Turu culminou na prisão de dois suspeitos de integrar uma organização criminosa de âmbito nacional especializada no arrombamento e corte de caixas eletrônicos. A ofensiva foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DECCRIF), integrante da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), em apoio à Operação Círculo Vicioso, instaurada pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.
Prisão no Turu
De acordo com as investigações, a dupla e um terceiro conduzido faziam parte de uma estrutura interestadual focada em ataques a terminais bancários instalados em pontos comerciais estratégicos, tais como postos de combustíveis, farmácias e supermercados. Os suspeitos eram procurados em pelo menos sete estados.
Os policiais civis cumpriram dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. As equipes da SEIC identificaram que os alvos estavam em São Luís há alguns dias organizando a logística para novos ataques na capital.
O delegado Ricardo Carneiro, do DECCRIF/SEIC, explicou a dinâmica da ação e a periculosidade do grupo. “Nós estamos participando da operação Círculo Vicioso, que é coordenada pela Draco do Mato Grosso do Sul, Departamento de Repressão a Atividades Criminosas Organizadas. No bairro do Turu, nós localizamos e executamos a prisão, cumprimos o mandado de prisão de dois investigados dessa operação, mandados de prisão preventiva. Eles estavam aqui há alguns dias. De acordo com levantamentos feitos, eles já estavam fazendo o reconhecimento da área, já estavam estudando caixas eletrônicos para cometer esse crime, o que reforça a investigação dos colegas do Mato Grosso.”
A operação contou com a participação do DECCRIF/SEIC, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e com suporte do Centro de Inteligência de Segurança Pública do Maranhão no levantamento de dados e mapeamento dos alvos.
Questionados durante a chegada à sede da SEIC sobre o período de atuação nas práticas ilícitas e a extensão da rede criminosa, os suspeitos preferiram não se manifestar.
Após a formalização dos procedimentos no departamento especializado, os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.




