Moradores da Travessa da Rua 54, no conjunto Bequimão, em São Luís, denunciam a falta de abastecimento de água há meses. Sem água nas torneiras, famílias precisam carregar baldes para realizar atividades básicas, como tomar banho, lavar roupas e preparar alimentos. Apesar da situação, as contas continuam chegando.
O morador Giancarlo Silva afirma que enfrenta o problema há seis meses. Para conseguir água, ele precisa percorrer cerca de 40 metros até a Associação de Moradores da região. “Os transtornos são enormes. A gente tem que pegar água a quase 40 metros, ali na Associação de Moradores. Faz seis meses que aqui não dá água de jeito nenhum. E a conta continua chegando”, relatou.
A situação também afeta Marilene Pacheco, que mora no Bequimão há 20 anos. Segundo ela, há mais de cinco meses não chega água à residência. Para realizar tarefas básicas, a moradora depende da ajuda de familiares e vizinhos. “Tem mais de cinco meses que eu não tenho água para minha casa, para nada. Para lavar roupa, tenho que lavar na casa do meu filho. Para tomar banho e fazer minhas necessidades, tenho que ir à casa dos vizinhos”, contou.
Marilene também reclama do valor cobrado pela concessionária. De acordo com ela, a conta mensal é de R$ 146,87, mesmo sem abastecimento regular no imóvel.
Há cerca de um mês, uma equipe da TV Difusora esteve no local para mostrar a mesma situação. Na ocasião, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou, por meio de nota, que enviaria uma equipe para verificar o problema.
No entanto, segundo os moradores, a visita não ocorreu e a falta de água continua. Giancarlo afirma que já procurou a companhia diversas vezes, mas ainda não teve uma solução.
Ele também relata que a conta de água do último mês ultrapassou R$ 200. Segundo o morador, ele foi informado de que o imóvel possui duas inscrições de água, mas o abastecimento não chega à residência.
“Estamos cansados de ir lá. As pessoas dizem que vão vir, que vão visitar minha casa, mas não vêm. Na última reportagem, mandaram uma nota dizendo que viriam verificar e, até hoje, nada”, reclamou.
Giancarlo conta que precisa acordar às 4h para trabalhar e, ao voltar para casa, ainda enfrenta o esforço de carregar água para abastecer os reservatórios. “Em vez de descansar, tenho que carregar água para encher meus depósitos. Senão, não tem como eu tomar banho”, disse.
A situação também trouxe consequências para a vida de Marilene. Ela afirma que sofre com problemas na coluna e associa o agravamento das dores ao esforço para carregar baldes de água.
A moradora também relata que perdeu o emprego depois de precisar ficar em casa à espera de um caminhão-pipa, sem receber uma data definida para o atendimento. “Peço ajuda, peço socorro, porque isso já está me causando estresse e doença. Estou doente da coluna só de tentar carregar balde de água da rua”, afirmou.
Segundo Marilene, ela esperou mais de três dias pelo caminhão-pipa, mas a falta de uma previsão de atendimento acabou prejudicando sua situação profissional.
“Agora estou desempregada, sem água, sem emprego e doente da coluna. E aí, como é que fica a minha situação?”, questionou.
Os moradores cobram uma solução urgente da Caema para restabelecer o abastecimento e esclarecer as cobranças feitas durante o período sem água nas residências.

