Os eleitores que não realizaram a coleta de dados biométricos até o fechamento do cadastro eleitoral poderão votar normalmente no segundo turno das eleições gerais, marcado para o próximo domingo (25). De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a biometria atua como um facilitador do processo de identificação, mas a sua ausência ou falha no leitor da urna não impede o exercício do voto.
Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro não possui o cadastro biométrico completo junto à Justiça Eleitoral por motivos variados. Nas seções eleitorais situadas no exterior, a identificação por biometria também não é aplicada.
Para os cidadãos com biometria cadastrada, a validação é feita via impressão digital no leitor acoplado à urna eletrônica, permitindo até quatro tentativas de leitura. Caso o sistema não confirme a digital após as quatro tentativas, o mesário solicitará a confirmação da data de nascimento do eleitor para liberar a votação.
Já no caso dos eleitores que não possuem as digitais cadastradas no banco de dados da Justiça Eleitoral, a liberação ocorre mediante a apresentação de um documento oficial com foto, entre os quais:
Carteira de Identidade Nacional (CIN / RG)
Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Passaporte ou Carteira de Trabalho
Segurança e cadastro biométrico
A biometria eleitoral consiste na captura das impressões digitais, assinatura e fotografia digital do cidadão, integrando a base da Identificação Civil Nacional (ICN) para evitar duplicidades no cadastro e elevar a segurança do pleito.
Embora o voto no dia da eleição seja assegurado apenas com a apresentação de documento oficial com foto, a coleta biométrica permanece sendo uma exigência obrigatória para operações cartorárias regulares, tais como a emissão do primeiro título, transferência de município ou atualização de dados pessoais.





