Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho da Silva, capitão da Polícia Militar que foi preso por agredir duas mulheres em um posto de combustíveis na Cohama, em São Luís, é considerado reincidente. Ele respondia em liberdade por um outro caso de agressão contra uma das vítimas do novo episódio, que é ex-companheira de Jurambergson e também é agente da PM.
O processo original é referente a um crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica, cometido em 13 de agosto de 2023. Contudo, dias após as agressões, em 17 de agosto daquele ano, a Justiça concedeu liberdade provisória para o PM, mediante proibição de manter contato ou se aproximar da vítima.
À época, segundo a denúncia, Jurambergson agrediu a então ex-companheira até que ela ficasse ensanguentada. A violência cessou após a intervenção de uma terceira pessoa, que foi identificada como Fernando Gomes da Silva Júnior. Ele é considerado uma testemunha que ainda não foi ouvida, e foi convocado para uma audiência de instrução que será realizada no próximo dia 28, às 9h.
A liberdade provisória foi revogada em uma decisão desta quinta-feira (8), proferida pela juíza Jaqueline Reis Caracas, titular da 3ª Vara Especial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Luís. A prisão provisória do capitão da PM coincide com o novo processo aberto pelo caso do último final de semana.
A sentença atende a um pedido do Ministério Público após o descumprimento das medidas cautelares. Ao fundamentar a nova prisão, a magistrada ressaltou o risco concreto de reiteração delitiva e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas.
Na avaliação da juíza, a reincidência com emprego de violência severa demonstra que a liberdade do acusado representa perigo à integridade da vítima e à ordem pública. Por ser policial militar, a Justiça determinou seu recolhimento em unidade prisional militar do Estado.
Além do mandado de prisão, a decisão impôs a suspensão integral da posse e do porte de armas de fogo do réu, tanto institucionais quanto particulares. O Comando-Geral da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) foi notificado para prestar esclarecimentos em até 48 horas sobre a situação de uma pistola apreendida em 2023 e mantida sob a guarda da corporação.
A Justiça busca apurar se o armamento foi restituído ao investigado sem autorização judicial, ou se outra arma institucional foi entregue após os primeiros fatos.
Leia mais
Capitão da PM é preso cinco dias após agredir duas mulheres e atirar em homem
Capitão da PM afastado por agredir duas mulheres comparece à delegacia e é liberado
Capitão da PM está foragido após agredir duas mulheres em posto na Cohama; corporação afasta oficial





