O deputado estadual eleito Antônio Dino (PSD), afirmou que a descentralização do tratamento oncológico será uma das principais prioridades de seu mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em entrevista ao Jornal da Difusora 2ª Edição, nesta quinta-feira (8), ele defendeu a ampliação da rede de atendimento no interior do estado.
Eleito com 33.664 votos, Dino do Aldenora Bello (nome que usou na campanha), explicou que a experiência na gestão hospitalar e a busca por recursos para a Fundação Antonio Dino contribuíram para sua decisão de ingressar na política. Segundo ele, os custos do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) exigem investimentos contínuos e maior previsibilidade orçamentária.
“Quem tem câncer tem pressa. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são muito maiores”, afirmou o parlamentar eleito, ao destacar as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam viajar até São Luís para realizar o tratamento.
Antônio Dino defendeu a implantação de quatro hospitais regionais especializados no tratamento do câncer no Maranhão. A proposta, segundo ele, é oferecer atendimento completo, incluindo exames, diagnóstico precoce, quimioterapia e cirurgias, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes para a capital.
O deputado eleito também afirmou que pretende manter o compromisso com a Fundação Antônio Dino, cujo trabalho, segundo ele, contribuiu para o resultado nas urnas.
Questionado sobre a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, Dino considerou prematuro discutir o assunto e afirmou que aguardará o alinhamento com o governador eleito, Eduardo Braide (PSD). Na área econômica, declarou apoio a medidas de redução de impostos para estimular a geração de empregos e renda.
Sobre o segundo turno das eleições presidenciais, Antônio Dino defendeu que o Maranhão mantenha uma relação de proximidade com o Governo Federal, independentemente de quem vença a disputa. Segundo ele, o estado deve priorizar a articulação institucional para garantir investimentos e atender às demandas da população, sem antecipar apoio a qualquer um dos candidatos. “A gente precisa dessa aproximação”, afirmou.




