Acompanhantes de pacientes internados no anexo do Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago, o Socorrão II, denunciam problemas na estrutura e no atendimento da unidade. O espaço fica no Jardim Lisboa, na região da Cidade Operária, em São Luís.
Imagens enviadas à produção do Jornal Difusora 2ª Edição, da TV Difusora, mostram pacientes acomodados nos corredores e condições consideradas precárias por familiares.
Um dos acompanhantes reclamou das condições das cadeiras disponibilizadas para quem precisa permanecer durante a noite no hospital. “Essa cadeira aí está coberta com uma capa. Vamos tirar a capa para vocês verem a condição da cadeira, que a gente passa a noite. Uma nojeira. Uma cadeira dessa não presta. Toda podre”, relatou.
Segundo os acompanhantes, a situação também afeta pacientes que permanecem internados por longos períodos. Entre os relatos está o caso de uma idosa de 90 anos que aguarda há mais de um mês por uma cirurgia e por um leito de UTI.
“Uma idosa que está esperando uma cirurgia. Está com mais de um mês aqui. E nunca tem leito de UTI para ela. Ela tem 90 anos. Aqui na cama, está parecendo que está numa nojeira”, disse uma acompanhante.
As imagens também mostram pacientes instalados de forma improvisada nos corredores da unidade. Segundo os relatos, há pessoas aguardando transferência para enfermarias, inclusive pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos.
Familiares também reclamam da falta de materiais básicos, como lençóis, além de medicamentos. De acordo com as denúncias, em alguns casos os acompanhantes precisam comprar itens para evitar a interrupção do tratamento.
“É falta de lençol, é a comida que chega tarde, é a coordenadora querendo ser médica dizendo que vai tirar a paciente do mapa porque não quis fazer o curativo. São séries de coisas que estão acontecendo dentro do nosso quarto que a gente não aguenta mais”, relatou outro acompanhante.
A alimentação também é alvo de reclamações. Familiares afirmam que as refeições chegam com atraso e, algumas vezes, frias.
“Minha mãe tem 90 anos e está internada aqui desde o dia 28, com uma cirurgia do fêmur para fazer. À espera de um leito de UTI. Todos os dias tem a mesma justificativa, que não tem leito. Sem contar que a alimentação às vezes chega às duas horas da tarde. Ela já não quer mais comer a comida aqui do hospital por conta disso. A comida chega fria”, contou uma acompanhante.
A familiar afirma ainda que a idosa aguarda há mais de um mês pela cirurgia. “Por ela ser uma idosa de 90 anos, eu acredito que todos os direitos dela estão sendo desrespeitados aqui. Ficar mais de um mês internada à espera de uma cirurgia por conta de um leito de UTI, uma idosa de 90 anos, no meu ponto de vista, é inadmissível”, afirmou.
As famílias cobram providências das autoridades para melhorar as condições de atendimento e garantir mais conforto aos pacientes e acompanhantes.
O que diz a Semus
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), por meio do Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago (Socorrão II), informou que o anexo funciona de forma provisória enquanto ocorre o processo de reforma e requalificação do hospital.
Segundo a Semus, a primeira etapa das obras já foi concluída e entregue. A secretaria afirma que os serviços seguem avançando para a próxima etapa.
Sobre as denúncias apresentadas pelos acompanhantes, a Semus informou que a direção do hospital iniciou a apuração dos fatos para a adoção das providências necessárias.
Ainda de acordo com a secretaria, o objetivo é garantir a adequada assistência aos pacientes de São Luís e de todo o Maranhão atendidos pela rede municipal de saúde.








