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Esposa de PM preso denuncia delegado de São Domingos do MA por suposta perseguição

Corregedoria-Geral da Polícia Civil analisa o caso. Associação dos Delegados de Polícia (ADEPOL) acredita em tentativa de retaliação.

Foto: Reprodução

O delegado Denis Lopes do Nascimento, da Delegacia de Polícia Civil de São Domingos do Maranhão, é alvo de acusações por parte da companheira de um policial militar preso durante uma operação no município em junho deste ano. O caso é analisado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Não foram revelados detalhes de quais condutas foram denunciadas pela mulher.

O caso ganhou repercussão após a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão (ADEPOL/MA) manifestar apoio ao delegado por meio de uma nota publicada na manhã desta quinta-feira (24). Segundo o comunicado, uma medida protetiva de urgência contra o policial foi apresentada pela mulher após uma suposta ocorrência de perseguição, no último dia 17 de setembro.

A ADEPOL associa as denúncias a uma possível retaliação, após o marido da denunciante, o policial militar Francisco Danilo dos Santos Araújo, ter sido preso em uma operação deflagrada no dia 24 de junho deste ano. Há ainda relatos de que a mulher é ex-namorada do delegado Denis Lopes do Nascimento, mas um relacionamento passado não foi confirmado pelas autoridades.

A nota expressa apoio integral ao delegado e afirma que os elementos reunidos até o momento contradizem frontalmente a narrativa apresentada pela pretensa vítima. “Esses elementos apontam para a utilização da medida protetiva como ardil voltado a favorecer a soltura do marido”, diz um trecho do posicionamento.

Ainda de acordo com a associação, o delegado informou que o único contato com a mulher ocorreu justamente no dia da operação que resultou na prisão do policial militar, durante o cumprimento de mandado judicial na casa do casal. “Não houve encontro particular, aproximação voluntária ou qualquer contato de natureza pessoal. Desde aquela diligência, o delegado afirma não ter mantido nenhum outro contato com ela.”

A nota afirma que Francisco Danilo dos Santos Araújo foi preso após dois inquéritos policiais distintos resultarem no indiciamento do PM. Os procedimentos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que, após análise autônoma das provas, ofereceu denúncias criminais. “Não se tratou, portanto, de iniciativa pessoal do delegado, mas de atuação funcional regularmente documentada e submetida ao controle das demais instituições do sistema de Justiça”, declarou a ADEPOL.

Houve ainda uma afirmação por parte da denunciante de que câmeras de segurança do imóvel foram removidos durante a operação. A ADEPOL afirma que a conduta teve como objetivo possibilitar uma entrada tática na casa, considerando que o alvo poderia estar armado. 

Além disso, a associação diz que a retirada temporária dos equipamentos não apaga gravações anteriores, e que se o delegado tivesse frequentado o imóvel em qualquer outra ocasião, as imagens estariam armazenadas e sob o controle do próprio casal.

Em nota ao Portal Difusora News, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que, diante dos fatos apresentados na última semana pela denunciante, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil está analisando o caso para a adoção das providências cabíveis, inclusive eventualmente com à abertura do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).

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