O candidato ao Governo do Maranhão Felipe Camarão (PT) participou, nesta terça-feira (15), de entrevista no Jornal da Difusora 2ª Edição (JD2), da TV Difusora. A sabatina faz parte da série de entrevistas promovida pelo Grupo Difusora com os candidatos ao Governo do Maranhão nas Eleições Gerais de 2026. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Giovanni Spinucci, com participação do radialista Ricardo Marques.
Durante a entrevista, Camarão falou sobre o cenário político no Maranhão, segurança pública, desenvolvimento econômico, agricultura, industrialização e o plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral.
Questionado por Giovanni Spinucci sobre a possibilidade de a divisão do campo político ligado à esquerda afetar o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão, Camarão afirmou que pesquisas nacionais apontariam crescimento da intenção de voto no presidente no estado.
O candidato também reconheceu a existência de divisões históricas dentro do PT maranhense e afirmou que o estado seria “lulista”, mas ainda não “petista”, argumentando que o partido nunca governou o Maranhão.
Sobre a polarização entre direita e esquerda, Camarão avaliou que o fenômeno ainda não estaria plenamente refletido na disputa estadual. Segundo ele, a campanha permanece com baixa mobilização e muitos eleitores ainda não teriam definido o voto para governador.
Segurança pública
Ao comentar os desafios da esquerda para apresentar propostas na área de segurança pública, Camarão afirmou que pretende combinar ações de combate à criminalidade com investimentos nas forças policiais.
“Meu projeto de segurança não é afrouxar não, não é passar a mão na cabeça de bandido. Bandido tem que ser preso, julgado e, se condenado, tem que cumprir a pena. Agora, eu não sou favorável é bandido preso, bandido morto. Aí é um pensamento da extrema-direita. Eu não sou favorável à arma na mão da população. Para mim, arma tem que estar na mão da polícia”, disse.
O candidato apresentou o “Programa Segurança Para Todos”, que, segundo ele, prevê a integração das forças policiais estaduais com as guardas municipais e também com as forças federais.
Camarão também defendeu melhores condições de trabalho para os policiais e citou problemas relacionados ao efetivo e à estrutura das forças de segurança no interior do Maranhão.
Industrialização para gerar empregos no Maranhão
Na área econômica, Camarão afirmou que o Maranhão precisa avançar no processamento da produção local para agregar valor aos produtos e gerar empregos dentro do estado. Ao falar sobre a produção de grãos, especialmente soja e milho, o candidato defendeu a instalação e ampliação de atividades industriais ligadas ao setor.
“Como é que a gente resolve o problema? Industrializando esse produto, deixando de exportar commodities, que é o produto bruto, e fazendo com que esse produto seja trabalhado aqui no nosso estado”, declarou.
O candidato também citou a necessidade de fortalecer a agricultura familiar e ampliar a certificação de produtos, permitindo que produtores maranhenses tenham acesso a mercados como a alimentação escolar e os restaurantes populares.
Segundo ele, o desafio do Maranhão não está apenas na geração de riqueza, mas também na sua distribuição. Ele defendeu políticas voltadas à indústria, pecuária, agronegócio e agricultura familiar.
Questionado por Ricardo Marques sobre a ausência de metas orçamentárias detalhadas no plano de governo, Camarão explicou que a definição dos valores dependerá do planejamento orçamentário elaborado durante a gestão. Ele citou o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) como instrumentos que definirão a execução financeira das propostas. Ele afirmou ainda que pretende utilizar conselhos sociais e empresariais como instrumentos de acompanhamento das políticas públicas.
Camarão disse ainda que pretende ampliar os mecanismos de transparência e participação social e afirmou que as informações sobre as ações do governo deverão ser disponibilizadas de forma mais acessível.
“Transparência ativa. Controle social se realiza por meio de transparência. Existe a transparência passiva e a ativa. A transparência passiva é aquela que a população demanda, que pede informação, por exemplo, por meio de ouvidoria ou Lei de Acesso à Informação. A transparência ativa são os portais de transparência, que são tradicionais”, pontuou.




