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Piloto maranhense Fábio Cadasso completa 40 anos de carreira com título no Rally dos Sertões

Vitória na maior prova off-road das Américas ocorreu após três vice-campeonatos consecutivos e foi comentada no programa Hora D.

Foto: Reprodução / TV Difusora

O piloto maranhense de rally Fábio Cadasso, de 60 anos, completa 40 anos de carreira em 2026 e recentemente ganhou mais um motivo para celebrar. Cadasso se sagrou campeão da categoria Production Ultimate SP na 34ª edição do Rally dos Sertões, considerada a maior prova off-road das Américas. O rally foi disputado entre os dias 22 e 30 de agosto e passou pelos estados de Goiás, Bahia e Tocantins.

Além do título na categoria, Cadasso ficou na 7ª colocação geral do rally, ao lado do navegador cearense Marcus Vinicius. A conquista foi comentada pelo próprio piloto em participação ao vivo nesta sexta-feira (4) no Hora D, da TV Difusora.

“O perrengue foi grande. Foi o rally mais difícil que eu participei, mas com muito preparo a gente conseguiu e graças a toda uma equipe fomos campeões”, comemorou Fábio Cadasso.

Apesar do resultado positivo, nem sempre houve tranquilidade ao longo da disputa. Um dos momentos de maior tensão aconteceu em uma pane seca após a etapa de maratona, que marca a transição entre o período em que os corredores podem contar com a ajuda de mecânicos para manutenção nos veículos para os trechos completamente autônomos, onde apenas pilotos e navegadores devem fazer os ajustes.

“A gente teve um problema de combustível na etapa 4, que foi após a etapa de maratona. A cidade de Mateiros (TO) não tinha etanol e a gente levou uma quantidade que pensávamos que dava para ir. Como o trecho era muito pesado, com muita areia e muita erosão, o carro consumiu demais o etanol e tivemos uma pane seca”, explicou o piloto.

O consumo de combustível é um dos fatores mais delicados para os competidores de rally. Devido às características específicas de cada veículo e às condições extremas de terreno enfrentadas, o consumo é bem maior na comparação com os veículos de passeio comuns.

“Em situação de estrada, o carro chega a fazer 2 km com um litro. Em situação de trilha normal, faz 1,5 km com um litro. E na que estávamos acabou sendo menos de 1 km por litro. Na região do Tocantins tem muitos municípios que não vendem etanol, só gasolina e diesel, então chegamos a usar o nosso combustível mas ainda assim não deu (para evitar a pane seca)”, detalhou Fábio Cadasso.

Apesar das complicações, a ampla experiência foi decisiva para que o episódio não se tornasse um problema maior. “Já tivemos problemas em eixo traseiro, amortecedor, transmissão. Tudo isso a gente vai pra debaixo do carro, tenta resolver o mais rápido que puder e segue em frente. Normalmente uma quebra dessas ou um furo de pneu leva no máximo 15 minutos e não chega a prejudicar tanto a gente. Dá para recuperar nas próximas etapas e foi o que a gente fez.”

Ao fim da competição e com a confirmação do título, a comemoração teve um sabor ainda mais especial, já que Cadasso havia ficado com o vice-campeonato nos últimos três anos. 

“A gente vinha sendo vice-campeão, eu e o João Afro, que foi como chefe de equipe esse ano. Ele sempre foi meu navegador e até profetizou que a gente seria campeão esse ano. Conseguimos graças à nossa equipe. A gente não ganha sozinho e fazer parte dessa equipe há mais de 15 anos é muito bom”, concluiu Fábio Cadasso.

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