A área do Maranhão afetada pela seca aumentou entre junho e julho deste ano. Segundo a última atualização do Monitor de Secas, o fenômeno passou a atingir 45% do território maranhense, contra 40% no mês anterior. O percentual representa a maior área do estado com registro de seca desde março de 2026.
Apesar do avanço territorial, a severidade da seca permaneceu estável no Maranhão. O estado registrou apenas a classificação de seca fraca (S0), considerada a categoria mais branda da escala utilizada pelo Monitor de Secas. O avanço da seca fraca ocorreu principalmente no nordeste do Maranhão, na divisa com o Piauí, em consequência de chuvas abaixo da normalidade.
Os impactos são classificados como de curto e longo prazo (CL) no sul e no leste do estado. Nas demais áreas afetadas, os impactos são considerados de curto prazo (C). Entre junho e julho, o Maranhão esteve entre os 17 estados que registraram aumento da área afetada pela seca. Apesar disso, a intensidade do fenômeno permaneceu estável.
Entre os estados do Nordeste, o Maranhão apresentou, em julho, a condição mais branda de seca. O estado foi o único da região com registro apenas de seca fraca. No cenário nacional, 12 estados tiveram aumento da severidade da seca entre junho e julho. O fenômeno se intensificou em Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
Em São Paulo, houve redução da intensidade da seca. Em outros nove estados, incluindo o Maranhão, a severidade permaneceu estável.
A área total do Brasil afetada pela seca também aumentou. Em junho, o fenômeno atingia cerca de 3,79 milhões de quilômetros quadrados. Em julho, o número subiu para 4,43 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 52% do território nacional.
Três estados registraram seca em 100% de seus territórios em julho: Acre, Espírito Santo e Minas Gerais. Nos demais estados afetados, a área atingida variou entre 7% e 95%. No sentido oposto, Rio Grande do Sul e Santa Catarina deixaram de registrar seca em julho. Os dois estados se juntaram ao Amapá e ao Distrito Federal, que também estavam livres do fenômeno.
O Sul apresentou a menor área proporcional afetada pela seca, com 4% do território. Já o Sudeste teve a maior área atingida, com 89% de sua extensão sob influência do fenômeno. O Monitor de Secas acompanha mensalmente a situação do fenômeno em todo o país e avalia tanto a extensão territorial quanto a intensidade dos impactos provocados pela falta de chuvas.




