As Eleições Gerais de 2026 terão quatro modelos diferentes de urnas eletrônicas em funcionamento. Ao todo, a Justiça Eleitoral prevê utilizar 563.910 equipamentos para a votação de mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos em todo o país.
Nas urnas, os eleitores escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Quatro modelos estarão nas eleições
Os equipamentos utilizados neste ano são das versões UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013. A maior parte das urnas é formada pelos modelos mais recentes.
Veja a quantidade prevista de cada versão:
- UE2022: 217.145 urnas;
- UE2020: 222.323 urnas;
- UE2015: 95.065 urnas;
- UE2013: 29.377 urnas.
Somados, os modelos UE2022 e UE2020 representam cerca de 77% das urnas que serão utilizadas na votação.
A distribuição dos equipamentos é organizada pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que definem quais modelos serão enviados para cada zona eleitoral de acordo com as necessidades de cada região.
Apesar das diferenças no formato e no design dos equipamentos, os recursos utilizados para a votação são os mesmos em todas as versões.
UE2022
A UE2022 é o modelo mais recente entre os quatro que estarão em operação. Fabricada em 2023, a versão apresenta características técnicas semelhantes às da UE2020, mas recebeu mudanças no gabinete e em alguns componentes.
O modelo faz parte da geração mais recente de urnas eletrônicas, que trouxe melhorias no processamento, além de recursos voltados à interação entre o equipamento e os mesários. Entre eles está o teclado sensível ao toque utilizado no terminal do mesário.

UE2020
Fabricada em 2021, a UE2020 apresentou um aumento significativo na capacidade de processamento em relação à geração anterior, a UE2015.
O modelo também passou a contar com tela sensível ao toque no terminal utilizado pelo mesário e recebeu certificação ICP-Brasil relacionada ao perímetro criptográfico do hardware.

UE2015
A produção da UE2015 começou em 2016. Entre as novidades associadas a esse modelo está a inclusão de QR Codes nos Boletins de Urna, documentos que registram os resultados de cada seção eleitoral.
Foi também lançado o aplicativo Boletim na Mão, que permite consultar os dados registrados nos boletins. No mesmo período, ocorreu a terceira edição do Teste Público de Segurança (TPS).

UE2013
A UE2013 foi lançada em 2014. O modelo chegou acompanhado de atualizações no sistema operacional Uenux, incluindo aprimoramentos relacionados ao tratamento de criptografia.
Essas melhorias passaram a integrar também as gerações posteriores de urnas eletrônicas.

Como funciona a segurança das urnas
Independentemente do modelo utilizado, as urnas eletrônicas funcionam exclusivamente com programas e sistemas desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.
Antes das eleições, esses sistemas passam pelo Teste Público de Segurança (TPS), procedimento que permite a especialistas e participantes autorizados verificar aspectos relacionados à segurança dos sistemas eleitorais.
Depois dessa etapa, os programas são assinados digitalmente e lacrados em uma cerimônia pública realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Os códigos-fonte dos sistemas eleitorais também ficam disponíveis para inspeção. Para as Eleições 2026, eles foram abertos em 2 de outubro de 2025 e permanecerão acessíveis até 4 de setembro de 2026, quando está prevista a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão utilizados no pleito.
Assim, embora o eleitor possa encontrar diferentes versões físicas da urna nas seções eleitorais, o processo de votação segue os mesmos procedimentos e sistemas definidos pela Justiça Eleitoral.





