Dados divulgados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontam 76 ocorrências de violência contra povos indígenas ao longo de 2025 no Maranhão. Desse total, 36 foram relacionadas ao patrimônio, 25 à violência contra a pessoa e 15 à omissão do poder público. O estado aparece entre os que tiveram mais registros no país e lidera o ranking do Nordeste, empatado com a Bahia.
Entre os casos de violência contra a pessoa registrados no Maranhão estão sete assassinatos, quatro ameaças de morte, duas ameaças diversas, quatro lesões corporais, duas tentativas de assassinato, dois casos de racismo e discriminação, um abuso de poder e um homicídio culposo.
Os dados constam no Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, Dados de 2025, divulgados na quinta-feira (13), que reúne registros de violência contra a pessoa, contra o patrimônio e por omissão do poder público. O documento aponta ainda aumento nos conflitos territoriais, suicídios e mortes de crianças indígenas.
Os números relacionados à violência contra a pessoa incluem: 7 assassinatos, 4 ameaças de morte, 4 lesões corporais, 4 casos de racismo/discriminação, 2 ameaças várias, 2 tentativas de assassinato, 1 abuso de poder e 1 homicídio culposo.
Em relação aos casos de omissão do poder público, foram registrados sete situações relacionados à educação, quatro à saúde, dois de desassistência geral e dois de mortes por desassistência na saúde.
Além dos casos das ocorrências de violência, o Maranhão registrou 8 suicídios de pessoas indígenas e 68 mortes de crianças indígenas de 0 a 4 anos.
Maranhão entre os estados com mais ocorrências
No ranking nacional de registros de violência contra povos indígenas em 2025, o Maranhão aparece em 8º lugar, com 76 ocorrências, empatado com a Bahia. Os estados com maiores números foram Amazonas (428), Mato Grosso do Sul (333), Rio Grande do Sul (198), Mato Grosso (151), Pará (147), Roraima (133) e Paraná (84).






