O Maranhão está entre os estados brasileiros que registraram as maiores quedas na taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), a taxa no estado recuou 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre.
Com a redução, o Maranhão terminou o período com taxa de desocupação de 6,0%, acima da média nacional, que ficou em 5,4%.
O resultado coloca o estado entre as 10 unidades da federação que tiveram queda no desemprego entre o primeiro e o segundo trimestre. As maiores reduções foram registradas no Rio Grande do Norte, com 1,9 ponto percentual, no Acre e na Paraíba, ambos com 1,6 ponto, e em Tocantins, com 1,5 ponto.
Cenário nacional
No Brasil, a taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre. Também houve redução na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice estava em 5,8%.
Entre os estados, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.
Na outra ponta, o Amapá registrou a maior taxa, de 9,8%. Bahia, com 9,1%, e Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%, também ficaram entre os maiores índices.
Apesar da melhora no mercado de trabalho, o Nordeste continua com a maior taxa de desocupação entre as regiões brasileiras, com 7,6%.
Queda no Maranhão ocorre em cenário de alta informalidade
O resultado do Maranhão chama atenção porque a redução do desemprego acontece em um mercado de trabalho marcado pela informalidade.
No segundo trimestre, 56,9% dos trabalhadores ocupados no estado estavam na informalidade, segundo a Pnad Contínua. O índice ficou bem acima da média nacional, de 37,4%.
O Maranhão também apresentou uma das menores proporções de trabalhadores do setor privado com carteira assinada. No estado, 53,6% dos empregados do setor privado tinham carteira, enquanto a média brasileira foi de 74,4%.
Outro destaque é o trabalho por conta própria. Nas regiões Norte e Nordeste, esse tipo de ocupação representa uma parcela maior do mercado de trabalho em comparação com outras regiões do país.
Mais de 1 milhão estão há pelo menos dois anos procurando emprego
Em todo o Brasil, a pesquisa identificou 1,06 milhão de pessoas que estavam procurando trabalho há dois anos ou mais. Esse é o menor número registrado pela série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, houve redução de 15,6% nesse grupo.
A pesquisa também mostra diferenças na taxa de desemprego entre homens e mulheres. No segundo trimestre, a desocupação entre os homens foi de 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%.
Por cor ou raça, a taxa foi de 4,2% entre pessoas brancas, 6,1% entre pardas e 6,9% entre pretas.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de trabalho, como empregos com ou sem carteira assinada e atividades por conta própria.







