O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor, reuniu representantes de órgãos públicos, como a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), para discutir medidas voltadas ao aumento da segurança nos estádios e ao combate à violência envolvendo torcidas organizadas.
O encontro teve como objetivo enfrentar o clima de insegurança que tem afastado famílias maranhenses das arquibancadas. Segundo o MPMA, episódios recentes de violência, como o uso de bombas caseiras e o lançamento de garrafas de vidro durante partidas, reforçam a necessidade de ações mais rigorosas para garantir a tranquilidade dos torcedores.
Entre as primeiras medidas propostas está o cadastramento das torcidas organizadas. A promotora de Justiça, Lítia Cavalcanti, afirmou que atualmente os grupos não possuem cadastro oficial, o que dificulta a identificação e a responsabilização dos envolvidos em ocorrências de violência.
“O que a gente observa é que estão todas sem cadastro, não existe nada que possamos dizer assim: ‘é uma torcida organizada’. Vamos começar com o cadastramento, reconhecimento facial e todas as providências com a Polícia Militar para resgatar o esporte e a segurança”, destacou a promotora.
A reunião contou ainda com a participação da torcida organizada Loucos da Fabril, do Moto Club, única representante presente no encontro. O diretor da torcida, Gabriel Castro, defendeu a formalização dos grupos como forma de fortalecer o futebol e responsabilizar quem cometer atos de violência.
“A proposta aqui era de tentar organizar de uma maneira mais formal, mas também de responsabilizar quem tem responsabilidade, entendendo que a torcida organizada é a solução para o futebol”, afirmou.
Entre as medidas debatidas estão a criação de um grupamento especializado da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para atuar exclusivamente em eventos esportivos, a instalação de uma delegacia específica nos dias de jogos, a implantação da biometria facial, maior controle na venda de ingressos, criação de um perímetro mínimo de segurança para revistas e a proibição da venda de bebidas em garrafas de vidro por ambulantes no entorno dos estádios.
As propostas ainda serão analisadas pelos órgãos competentes antes de uma possível implantação.
A Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), responsável pela administração do Estádio Castelão, informou que trabalha em conjunto com as forças de segurança para aprimorar a estrutura e garantir maior proteção aos torcedores.
“É muito importante discutir e ver quais são as implementações que a gente pode fazer para prevenir e dar segurança ao torcedor que quer ir ao estádio, para que o desfecho não seja a perda da vida”, ressaltou o secretário em exercício da Sedel, Gutemberg Araújo.




