O Festival AYÓ – Onde a Raiz Encontra o Futuro segue ampliando as ações de valorização da cultura negra no Maranhão. Após reunir milhares de pessoas durante a terceira edição, realizada na Praça das Mercês, o projeto inicia o Percurso Formativo AYÓ, com oficinas gratuitas voltadas à preservação e à transmissão de saberes ancestrais.
A iniciativa busca aproximar o público de mestres, mestras e guardiões das tradições afro-maranhenses, fortalecendo o reconhecimento dessas manifestações como patrimônios culturais vivos.
Durante o mês de agosto, serão realizadas duas oficinas em parceria com a Casa Fanti-Ashanti, uma das principais referências na preservação da cultura afro-brasileira no estado.
Oficina de Tambor de Taboca
A primeira atividade será realizada no dia 8 de agosto, das 14h às 17h, na Casa Fanti-Ashanti.
A oficina será dedicada ao Tambor de Taboca, manifestação tradicional criada em 1960 e preservada pela instituição.
A expressão cultural utiliza cinco pequenos tambores confeccionados em taboca (bambu), tocados sobre madeira, produzindo uma sonoridade característica que dialoga com o Tambor de Crioula.
Tradicionalmente, o Tambor de Taboca é realizado em homenagem a São Benedito e representa um importante símbolo da resistência cultural e da preservação dos saberes populares maranhenses.
Oficina de Caixa do Divino
A segunda oficina acontecerá no dia 15 de agosto e será conduzida por Mãe Kabeca de Xangô, Yalaxé da Casa Fanti-Ashanti.
A atividade proporcionará uma imersão nos toques, cânticos e fundamentos da Festa do Divino Espírito Santo, uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular do Maranhão.
O horário e o local da oficina serão divulgados posteriormente pelos canais oficiais do Festival AYÓ.
A participação é gratuita e aberta ao público. Quem possuir uma caixa do Divino poderá levá-la para participar da vivência.
Preservação da cultura afro-maranhense
As oficinas integram o Percurso Formativo AYÓ, criado para promover o encontro entre memória, ancestralidade e novas gerações.
Segundo a organização, o objetivo é fortalecer a circulação de conhecimentos tradicionais e reafirmar o papel das comunidades na produção de cultura, identidade, espiritualidade e patrimônio.
As atividades são realizadas em parceria com a Casa Fanti-Ashanti, fundada em 1954 por Pai Euclides Talabyan e atualmente dirigida por Mãe Kabeca de Xangô.
Reconhecida como o primeiro terreiro de Candomblé do Maranhão, a instituição preserva importantes manifestações culturais, como o Tambor de Mina, Tambor de Crioula, Bumba Meu Boi de sotaque da Baixada, Samba Angola, Festa do Divino Espírito Santo e o Tambor de Taboca.
O Festival AYÓ 2026 é realizado pelo Instituto Cultural Pé no Chão, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Vale, apresentação do Ministério da Cultura e apoio da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).






