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Mãe de maranhense morto na Ucrânia diz em vídeo que corpo não será resgatado

Num novo desabafo, Diana Silva, revelou que o filho, Mateus Sandyel, de 24 anos, morto em combate na guerra da Ucrânia e a Rússia, avisou que o filho é considerado “desaparecido” pelas forças ucranianas.

Diana Silva, mãe do jovem Mateus Sandyel, de 24 anos, morto em combate na guerra da Ucrânia e a Rússia, utilizou novamente as redes sociais para atualizar a situação do caso. Num relato marcado pela dor e pela perda, ela revelou que o corpo do filho não será resgatado da zona de conflito, ao contrário do que foi falado inicialmente.

Segundo a mãe, após contacto com outras famílias de combatentes na mesma situação, percebeu que a prática é deixar os corpos na zona de perigo e classificar os soldados oficialmente como “desaparecidos”. “Essa história de resgatar o corpo não existe. O meu filho está com o corpo abandonado, perdido lá na zona de guerra”, afirmou.

A mãe afirma que Mateus estava na fase de treino no acampamento militar e foi forçado a ir para a linha da frente. Segundo ela, o filho enviava vídeos e fotos falando que estava bem. “Colocaram o meu filho de propósito para morrer. Como é que um jovem ia ter condições de enfrentar um russo?”, questionou. Diana relatou que o filho pretendia ganhar experiência antes de avançar para o combate real, mas que as missões são impostas sem possibilidade de recusa. Através de conversas com outros colegas do filho, afirmou que os voluntários estrangeiros são tratados “apenas como números”.

Sem a possibilidade de realizar um funeral, o foco da família vira-se agora para a resolução das questões burocráticas. Diana Silva pediu ajuda para lidar com o processo de encerramento do contrato de Mateus junto das forças armadas ucranianas e para a emissão da certidão de óbito.

Outra situação é que a mãe de Mateus requer que o contrato militar seja finalizado e terceiros continuem a receber o salário militar do jovem. Já que o jovem não possui certidão de óbito. “Apelo pela devolução dos pertences pessoais do filho, ele teve os pertences recolhidos e não foram devolvidos”, cita no vídeo.

Diana relatou dificuldades em contactar os responsáveis, afirmando que o comandante não é localizado e que a brigada Skala não responde às tentativas de contacto. O caso continua a aguardar intervenção e apoio diplomático para a regularização dos documentos.

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